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Maria, 62 anos, moradora de um bairro pobre, trabalha como diarista na limpeza de casas. É regularmente atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixas de hipertensão e dores nas costas e nos joelhos. Recentemente perdeu algumas diárias em decorrência das constantes dores. Apresenta episódios de choro e de desânimo e relata sentimento de desvalia com a redução de sua renda. Joana destaca sua necessidade de aumentar o seu cuidado com o marido, que se encontra em um estado inicial de diabetes tipo 02. Além do companheiro, também se preocupa com seus três filhos adultos, que moram em sua casa. Diante desse caso, considerando os princípios da Atenção Básica (AB), assinale a alternativa que apresenta a conduta INCORRETA em relação ao trabalho do psicólogo na Atenção Básica.
Realizar atendimento compartilhado para Joana com outro profissional da UBS, como médico e/ou enfermeira. A construção de agendas compartilhadas com os demais profissionais da equipe de AB contribui para a maior inserção do psicólogo nas ações dentro do território e do cotidiano da UBS.
Convidar Joana para um grupo de mulheres a fim de discutir questões que envolvam dificuldades compartilhadas pelas mulheres que vivem em seu bairro. O reconhecimento de que o fazer do psicólogo é permanentemente afetado pelos atravessamentos sociais, culturais, econômicos e comunitários abre espaço para os enfrentamentos coletivos de questões como violência, desemprego, pobreza, gênero, relações raciais, diversidade sexual e processos de adoecimento.
Fazer visita domiciliar compartilhada com a Agente Comunitária de Saúde, com o objetivo de conhecer o cotidiano da família e traçar uma estratégia de cuidado conjunta, valorizando a rede ampliada de apoio.
Apoiar a equipe da AB na construção de projetos terapêuticos singulares para Joana e seus familiares. O psicólogo pode instrumentalizar os profissionais de outras áreas com o saber da Psicologia, possibilitando maior corresponsabilização no cuidado, a partir da melhor compreensão do sofrimento psíquico e de sua relação com os determinantes sociais presentes na condição de adoecimento dessa família.
Realizar psicodiagnóstico para classificar a situação de Joana em baixa, média ou alta prioridade para o cuidado em psicoterapia individual. A partir desse exercício de equidade, o psicólogo inclui outras classes sociais no acesso à Psicologia, promovendo uma deselitização e democratização do acesso à psicoterapia.