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Andréia, 28 anos, casada, acabou de ter seu primeiro filho...

Andréia, 28 anos, casada, acabou de ter seu primeiro filho há 15 dias. Ela chega ao ambulatório para seu retorno pós-operatório. Durante a consulta médica, o obstetra diz que a recuperação cirúrgica está indo bem, mas percebe Andréia desanimada e emotiva e sugere que ela passe por um acolhimento com a psicóloga da equipe. Nesse acolhimento, relata que a sua gestação foi desejada e planejada e que até o parto tudo ocorreu exatamente como ela planejou. Mas, desde o parto, as coisas estão muito difíceis para ela. Menciona que se preparou durante a gestação inteira para um parto vaginal natural, todavia, depois de muitas horas em trabalho de parto, foi necessária uma intervenção cirúrgica. Refere também que teve muita dificuldade com a amamentação, muitas fissuras mamárias e precisou, na primeira semana, complementar o aleitamento com fórmula infantil. Conta ainda que o bebê acorda de 4 em 4 horas e que, durante a noite, chora muito. Andréia sentese culpada, pois deveria estar mais feliz e curtindo esse momento que tanto desejou viver. Refere que chora todos os dias desde que teve alta do hospital, e que as crises de choro ocorrem principalmente no início da noite. Durante o atendimento, Andréia fez questão de mostrar fotos e vídeos do filho no seu celular. Diz que a melhor parte dos seus dias é a hora de dar banho no bebê, sente prazer em dar banho, trocar e arrumar o filho. Relata que a tristeza começa no final do dia, quando começa a se sentir extremamente cansada. De acordo com as informações apresentadas, pode-se entender que o que acontece com Andréia configura-se como


A

Transtorno Afetivo Bipolar.


B

Depressão Secundária ou Orgânica.


C

Depressão Atípica.


D

Tristeza Puerperal ou Baby Blues.


E

Depressão Pós-Parto.