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Uma equipe de Atenção Primária à Saúde identifica o caso de uma senhora idosa que, após a morte do cônjuge, apresenta isolamento social progressivo, recusa em sair de casa e queixas somáticas difusas sem causa orgânica aparente. A agente comunitária de saúde relata que os vizinhos estão preocupados e tentam ajudar, mas não sabem como. A equipe multiprofissional, incluindo o psicólogo do NASF-AP, decide construir uma estratégia de cuidado no território para evitar a cronificação do quadro e a medicalização desnecessária. Considerando as intervenções psicossociais comunitárias, assinale a alternativa que apresenta a abordagem técnica mais adequada para o caso.
Realizar uma intervenção familiar sistêmica com o objetivo de identificar um novo cuidador principal entre os vizinhos, atribuindo a este a responsabilidade legal pelo acompanhamento da usuária em todas as consultas e atividades sociais.
Inscrever a usuária compulsoriamente em um Centro de Convivência, com a exigência de frequência diária, e comunicar ao sistema de justiça sobre a situação de autonegligência, solicitando a interdição como medida protetiva principal.
Encaminhar a usuária para psicoterapia individual em um CAPS III, com frequência de cinco vezes por semana, para focar exclusivamente no processo de luto, determinando que a equipe de Atenção Primária apenas monitore o uso correto dos psicofármacos prescritos.
Elaborar um Projeto Terapêutico Singular (PTS) que inclua o apoio matricial à equipe da Atenção Primária, a realização de visitas domiciliares para fortalecimento de vínculos e a articulação com grupos de convivência e práticas corporais existentes no território.