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Marina, 15 anos, é levada à Unidade Básica de Saúde pela mãe, que relata que, há cerca de dois anos, a adolescente apresenta humor triste na maior parte dos dias, baixa energia, isolamento, irritabilidade e queda importante no rendimento escolar. Marina diz que “não vê graça em nada”, mas nega ideação suicida. No atendimento inicial, mantém fala curta e retraída, porém aceita retornar em novos encontros.
Assinale a alternativa correta considerando a atuação do psicólogo na Atenção Básica diante de um quadro depressivo persistente na adolescência.
O psicólogo deve encaminhar imediatamente para o CAPS, pois quadros depressivos persistentes não devem ser acompanhados pela Atenção Básica.
O psicólogo deve focar apenas na coleta objetiva de informações no primeiro encontro, evitando abordar aspectos emocionais até que Marina demonstre maior abertura.
É adequado orientar que Marina retome suas atividades escolares antes de qualquer intervenção psicológica, para avaliar se os sintomas melhoram espontaneamente.
Todo quadro depressivo persistente na adolescência exige avaliação psiquiátrica imediata, independentemente do grau de sofrimento ou da presença de risco atual.
O psicólogo deve acolher, construir vínculo progressivo, iniciar intervenções psicossociais breves, envolver a família e monitorar a evolução, encaminhando para serviços especializados apenas se houver agravamento ou pouca resposta ao cuidado inicial.