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O setor de saúde do trabalhador de empresa de tecnologia identificou um alto índice de absenteísmo, rotatividade de pessoal e reclamações sobre a qualidade do serviço. As avaliações institucionais apontam que 45% dos colaboradores manifestam sentimentos de esgotamento energético e distanciamento mental em relação ao seu trabalho. A análise preliminar, a partir da escuta dos trabalhadores, sugere que a principal causa é a intensificação das metas de desempenho, aliada à baixa autonomia para resolução de problemas complexos. A direção da empresa deseja realizar um diagnóstico aprofundado e cientificamente validado para quantificar a prevalência da Síndrome de Burnout (CID-11: QD85) e subsidiar um plano de intervenção estrutural. (M)
Considerando que a Síndrome de Burnout é um fenômeno de natureza ocupacional e não mera condição clínica individual, o instrumento de avaliação, com parecer favorável pelo SATEPSI, mais adequado para o diagnóstico, e o tipo de intervenção prioritariamente indicado para implementação são, respectivamente
Escala de Estresse Percebido (PSS) e intervenção focada no aumento do tempo de lazer dos colaboradores.
Escala brasileira de Burnout (EBBurn) e intervenção focada na modificação dos fatores de risco psicossociais da organização (ex.: demandas de trabalho e controle).
Questionário de Saúde Geral (GHQ-12) e intervenção baseada na terapia cognitivo-comportamental (TCC) individual.
Teste de Rorschach (Manchas de Tinta) e intervenção de coaching para desenvolvimento de liderança.
Inventário de Burnout de Maslach e a transferência de 50% dos colaboradores para departamentos menos exigentes.