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Ao discutir as dinâmicas de poder e produção de sofrimento psíquico, a Referência Técnica do CREPOP sobre Relações Raciais conceitua a branquitude não apenas como marcador fenotípico, mas como um constructo sociopsicológico historicamente constituído e articulado a relações assimétricas de poder. À luz do referencial adotado pelo Conselho Federal de Psicologia, a branquitude opera predominantemente por meio de
processos de discriminação racial explicitados sobretudo nas interações interpessoais, nos quais práticas excludentes decorrem de posicionamentos conscientes e atitudes individuais, podendo ser analisadas prioritariamente a partir de condutas observáveis dos sujeitos envolvidos.
um arranjo simbólico de manutenção de hierarquias raciais, no qual o grupo branco se posiciona como referência universal e não racializada, naturalizando posições de privilégio e deslocando a marca racial para os grupos subalternizados, frequentemente sob discursos de neutralidade e mérito.
dinâmicas de diferenciação cultural que produzem trajetórias subjetivas distintas entre grupos raciais, exigindo leituras psicológicas atentas às especificidades identitárias e às experiências singulares associadas à pertença étnico-racial.
mecanismos coletivos de regulação social que se intensificam em contextos de tensão e reconfiguração social, nos quais a racialização emerge como elemento reativo às disputas por reconhecimento e recursos, assumindo centralidade variável conforme o cenário histórico.