

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Em uma Câmara Municipal, uma equipe interprofissional é mobilizada para responder a uma crise institucional envolvendo adoecimento psíquico de servidores. Enquanto o setor jurídico demanda respostas imediatas para subsidiar decisões administrativas, as áreas técnicas da saúde sustentam a necessidade de tempo prolongado para avaliação, escuta e acompanhamento. O impasse revela a coexistência de temporalidades institucionais distintas no interior da equipe. À luz das teorias sobre trabalho interdisciplinar em contextos públicos, a atuação tecnicamente consistente do profissional de psicologia nesse cenário é
atuar na mediação do processo decisório, reconhecendo a legitimidade das diferentes temporalidades institucionais e contribuindo para construir arranjos deliberativos que conciliem consistência técnica, responsividade administrativa e possibilidade de revisão das decisões.
reordenar os procedimentos de avaliação psicológica segundo os marcos temporais do processo decisório administrativo, adotando critérios de celeridade e padronização como parâmetros prioritários de legitimidade da intervenção institucional.
sustentar a prevalência da temporalidade clínica como referência normativa das decisões, defendendo que a subordinação da avaliação psicológica a prazos administrativos compromete a validade técnicocientífica e a ética profissional da intervenção.
condicionar a continuidade da participação do psicólogo à harmonização prévia das temporalidades institucionais envolvidas, sob o entendimento de que a assimetria temporal inviabiliza a produção de decisões tecnicamente responsáveis no âmbito interdisciplinar.