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A dimensão regional da inserção internacional do Brasil tem função apenas instrumental na busca de acréscimo de poder no jogo global desejado, historicamente, pelo gestores do Estado nacional.
As relações internacionais do Brasil são amplas, mas correspondentes, em termos conceituais e práticos, apenas à agenda da política externa do país
A produção acadêmica brasileira de relações internacionais é precária devido à ausência de autores nacionais que tenham produzido obras e manuais para a formação de recursos humanos sensíveis ao ambiente global e aos desafios da inserção internacional do Brasil.
O pacto da Sociedade das Nações nasceu de uma idéia remota de solução pacífica de controvérsias e de cooperação internacional, porém, ao ser incluído nos 14 pontos de Wilson, ganhou visibilidade política.
O desenvolvimentismo, o nacionalismo e a idéia de articulação de alguma capacidade decisória com certa autonomia são matrizes do pensamento político nacional que, em alguma medida, contribuíram para a formação de concepções intelectuais e para a construção de arquétipos e de paradigmas em relações internacionais no Brasil.
Uma das questões mais discutidas hoje é acerca da incapacidade do Estado nacional de regular a vida coletiva. Pode-se citar como prova dessa dificuldade:
o surgimento de novos modelos totalitários na Ásia, África e América Latina;
a maior circulação de capitais;
o arrefecimento dos movimentos populares;
a maior disponibilidade de informações disponíveis aos indivíduos nacionais;
a diminuição de legislações nacionais acerca de tecnologia.
A dimensão logística do Estado, paradigma crescente e relevante para o entendimento das políticas exteriores de países emergentes como o Brasil, revive o nacionaldesenvolvimentismo do passado.
O Brasil manteve, historicamente, um padrão de política externa mais próximo da política de Estado que da política de governo.
O sistema de Estados modernos emergiu nas relações internacionais por meio da combinação entre o rápido crescimento industrial, a emergência de estruturas estatais e administrativas bem organizadas, a consolidação dos Estados nacionais e as mudanças na tecnologia e na organização militares.
O caráter supletivo do setor externo conferiu ao Brasil uma inserção internacional acanhada a longo prazo e de baixa adequação ao peso relativo do país na sociedade internacional.
A atuação das unidades de relações internacionais no interior de diferentes organizações do Estado nacional permite ampliar a geração de políticas com sensibilidade e vinculações internacionais com instrumentos de negociação externa clássicos, como a diplomacia.
A balança de poder contemporânea, pouco favorável a processos de integração econômica, vem privilegiando temas voltados para regimes internacionais que enquadram a dimensão social das relações internacionais.
Como regra, a opinião pública está alheia aos temas de política internacional em todo o mundo e, por isso, a política externa dos grandes Estados está a cargo exclusivamente dos chefes da diplomacia.
A noção de império é recorrente na caracterização de situações internacionais mesmo antes da existência de um sistema europeu clássico de Estados.
As guerras mundiais do século XX foram essencialmente européias, mas acabaram por envolver outras regiões e interesses de outros povos, além daqueles que lhes deram origem na própria Europa.
No mundo unipolar, é estabelecida uma hierarquia que eleva os atores estatais à condição de atores únicos.
A política exterior é instrumento relevante para Estados e governos e afeta o destino de seus povos, pois mantém a paz ou faz a guerra, administra conflitos e cooperações, estabelece resultados de crescimento e desenvolvimento ou de atraso e dependência.
A estrutura do Breve Século XX parece uma espécie de tríptico ou sanduíche histórico. A uma era de catástrofe, que se estendeu de 1914 até depois da Segunda Guerra Mundial, seguiram-se cerca de 25 ou 30 anos de extraordinário crescimento econômico e de transformação social, anos que provavelmente mudaram de maneira mais profunda a sociedade humana que qualquer outro período de brevidade comparável. Retrospectivamente, podemos ver esse período como uma espécie de era de ouro, e assim ele foi visto quase imediatamente depois que acabou, no início da década de 70. A última parte do século foi uma nova era de decomposição, incerteza e crise — e, com efeito, para grandes áreas do mundo, como a África, a ex-URSS e as partes anteriormente socialistas da Europa, de catástrofe. À medida que a década de 80 dava lugar à de 90, o estado de espírito dos que refletiam sobre o passado e o futuro do século era de crescente melancolia fin-de-siècle. Visto do privilegiado ponto de vista da década de 90, o Breve Século XX passou por uma curta era de ouro, entre uma crise e outra, e entrou em futuro desconhecido e problemático, mas não necessariamente apocalíptico.
Eric Hobsbawm. Era dos extremos – O breve século XX (1914–1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 15–6 (com adaptações).
Em face das informações apresentadas no texto acima e considerando aspectos históricos marcantes do século XX, contingenciadores da política internacional praticada no período, julgue os itens seguintes.
Em 1973, a guerra entre árabes e judeus é um dos símbolos do fim da " era de ouro". Sofrendo os efeitos da desvalorização do dólar decidida em 1971 (governo Nixon) e ante o apoio norte-americano a Israel, os países árabes quintuplicam o preço do barril de petróleo, o que gera efeitos devastadores nas economias ocidentais.
Certo
Errado
A estrutura do Breve Século XX parece uma espécie de tríptico ou sanduíche histórico. A uma era de catástrofe, que se estendeu de 1914 até depois da Segunda Guerra Mundial, seguiram-se cerca de 25 ou 30 anos de extraordinário crescimento econômico e de transformação social, anos que provavelmente mudaram de maneira mais profunda a sociedade humana que qualquer outro período de brevidade comparável. Retrospectivamente, podemos ver esse período como uma espécie de era de ouro, e assim ele foi visto quase imediatamente depois que acabou, no início da década de 70. A última parte do século foi uma nova era de decomposição, incerteza e crise — e, com efeito, para grandes áreas do mundo, como a África, a ex-URSS e as partes anteriormente socialistas da Europa, de catástrofe. À medida que a década de 80 dava lugar à de 90, o estado de espírito dos que refletiam sobre o passado e o futuro do século era de crescente melancolia fin-de-siècle. Visto do privilegiado ponto de vista da década de 90, o Breve Século XX passou por uma curta era de ouro, entre uma crise e outra, e entrou em futuro desconhecido e problemático, mas não necessariamente apocalíptico.
Eric Hobsbawm. Era dos extremos – O breve século XX (1914–1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 15–6 (com adaptações).
Em face das informações apresentadas no texto acima e considerando aspectos históricos marcantes do século XX, contingenciadores da política internacional praticada no período, julgue os itens seguintes.
Em uma economia que se globaliza rapidamente, a formação de blocos regionais é justificada como caminho adequado à melhor inserção internacional de seus integrantes. Nessa perspectiva, a União Européia, criada já como mercado comum pelo Tratado de Roma, de 1957, é o melhor exemplo de integração rápida, abrangente e completa que se conhece.
Certo
Errado
A estrutura do Breve Século XX parece uma espécie de tríptico ou sanduíche histórico. A uma era de catástrofe, que se estendeu de 1914 até depois da Segunda Guerra Mundial, seguiram-se cerca de 25 ou 30 anos de extraordinário crescimento econômico e de transformação social, anos que provavelmente mudaram de maneira mais profunda a sociedade humana que qualquer outro período de brevidade comparável. Retrospectivamente, podemos ver esse período como uma espécie de era de ouro, e assim ele foi visto quase imediatamente depois que acabou, no início da década de 70. A última parte do século foi uma nova era de decomposição, incerteza e crise — e, com efeito, para grandes áreas do mundo, como a África, a ex-URSS e as partes anteriormente socialistas da Europa, de catástrofe. À medida que a década de 80 dava lugar à de 90, o estado de espírito dos que refletiam sobre o passado e o futuro do século era de crescente melancolia fin-de-siècle. Visto do privilegiado ponto de vista da década de 90, o Breve Século XX passou por uma curta era de ouro, entre uma crise e outra, e entrou em futuro desconhecido e problemático, mas não necessariamente apocalíptico.
Eric Hobsbawm. Era dos extremos – O breve século XX (1914–1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 15–6 (com adaptações).
Em face das informações apresentadas no texto acima e considerando aspectos históricos marcantes do século XX, contingenciadores da política internacional praticada no período, julgue os itens seguintes.
Em 1944, representantes de 44 países — entre os quais o Brasil — reuniram-se em Bretton Woods com o objetivo de criar mecanismos que livrassem o mundo de crises globais, a exemplo da decorrente da Primeira Guerra e, em especial, da Grande Depressão dos anos 30.
Certo
Errado