Questão 1175705

Prefeitura de Boa Vista - RR 2020

Cargo: Guarda Civil / Questão 10

Banca: (SELECON)

Nível: Médio

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 15.


Texto I


Direito humano à alimentação adequada e soberania alimentar


          O direito humano à alimentação adequada está contemplado no artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e sua definição foi ampliada em outros dispositivos do Direito Internacional, como o artigo 11 do Pacto de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e o Comentário Geral nº 12 da ONU. No Brasil, resultante de amplo processo de mobilização social, em 2010 foi aprovada a Emenda Constitucional nº 64, que inclui a alimentação no artigo 6º da Constituição Federal. No entanto, isso não necessariamente significa a garantia da realização desse direito na prática, o que permanece como um desafio a ser enfrentado.

          O direito humano à alimentação adequada consiste no acesso físico e econômico de todas as pessoas aos alimentos e aos recursos, como emprego ou terra, para garantir esse acesso de modo contínuo. Esse direito inclui a água e as diversas formas de acesso à água na sua compreensão e realização. Ao afirmar que a alimentação deve ser adequada, entende-se que ela seja adequada ao contexto e às condições culturais, sociais, econômicas, climáticas e ecológicas de cada pessoa, etnia, cultura ou grupo social.

          Para garantir a realização do direito humano à alimentação adequada, o Estado brasileiro tem as obrigações de respeitar, proteger, promover e prover a alimentação da população. Por sua vez, a população tem o direito de exigir que eles sejam cumpridos, por meio de mecanismos de exigibilidade. Exigibilidade é o empoderamento dos titulares de direitos para exigir o cumprimento dos preceitos consagrados nas leis internacionais e nacionais referentes ao direito humano à alimentação adequada no âmbito dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estaduais e municipais. Esses meios de exigibilidade podem ser administrativos, políticos, quase judiciais e judiciais.

          Durante várias décadas, por influência dos países centrais, o Brasil e outros países em desenvolvimento procuraram responder ao problema da fome com a introdução da chamada revolução verde, que foi uma espécie de campanha de modernização da agricultura mediante a introdução de um pacote tecnológico baseado no uso intensivo de máquinas, fertilizantes químicos e agrotóxicos para aumentar a produção e, consequentemente, a humanidade acabaria com a fome. Introduziu-se, assim, um modelo agroexportador centrado nas monoculturas, que favoreceu a concentração das empresas, cada vez mais internacionalizadas, de modo que atualmente 30 conglomerados transnacionais controlam a maior parte da produção, da industrialização e do comércio agroalimentar no mundo, violando a soberania alimentar.

          Muitos países, regiões e municípios, também dentro do Estado brasileiro, vivem sem soberania alimentar e outros tantos vivem com sua soberania alimentar ameaçada pelos fatores supramencionados. Nesse contexto, a soberania alimentar significa o direito dos países definirem suas próprias políticas e estratégias de produção, distribuição e consumo de alimentos que garantam a alimentação para a população, respeitando as múltiplas características culturais dos povos em suas regiões.

          Entre os desafios para a garantia do direito humano à alimentação adequada e da soberania e segurança alimentar e nutricional no Semiárido, encontram-se: a necessidade de respeitar a diversidade cultural e as formas de organização e produção, de modo que as comunidades tenham sua autonomia para produzir e consumir seus alimentos; e a importância de avançar na realização da reforma agrária , na regularização fundiária e no reconhecimento dos territórios para que os povos tenham maior autonomia para produzir seus alimentos.

Irio Luiz Conti

(integra o Consea Nacional e é membro da Fian Internacional.) (Disponível em: http://www4.planalto.gov.br/consea/comunicacao/ artigos/2014/direito-humano-a-alimentacao-adequada-esoberania- alimentar)


Em “controlam a maior parte da produção, da industrialização e do comércio agroalimentar no mundo”, a expressão destacada está corretamente substituída por um pronome oblíquo em:

  • A.

    controlam-lhe

  • B.

    controlam-na

  • C.

    controlam-la

  • D.

    controlam-a

Questão 1175713

Prefeitura de Boa Vista - RR 2020

Cargo: Guarda Civil / Questão 15

Banca: (SELECON)

Nível: Médio

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 15.


Texto I


Direito humano à alimentação adequada e soberania alimentar


          O direito humano à alimentação adequada está contemplado no artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e sua definição foi ampliada em outros dispositivos do Direito Internacional, como o artigo 11 do Pacto de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e o Comentário Geral nº 12 da ONU. No Brasil, resultante de amplo processo de mobilização social, em 2010 foi aprovada a Emenda Constitucional nº 64, que inclui a alimentação no artigo 6º da Constituição Federal. No entanto, isso não necessariamente significa a garantia da realização desse direito na prática, o que permanece como um desafio a ser enfrentado.

          O direito humano à alimentação adequada consiste no acesso físico e econômico de todas as pessoas aos alimentos e aos recursos, como emprego ou terra, para garantir esse acesso de modo contínuo. Esse direito inclui a água e as diversas formas de acesso à água na sua compreensão e realização. Ao afirmar que a alimentação deve ser adequada, entende-se que ela seja adequada ao contexto e às condições culturais, sociais, econômicas, climáticas e ecológicas de cada pessoa, etnia, cultura ou grupo social.

          Para garantir a realização do direito humano à alimentação adequada, o Estado brasileiro tem as obrigações de respeitar, proteger, promover e prover a alimentação da população. Por sua vez, a população tem o direito de exigir que eles sejam cumpridos, por meio de mecanismos de exigibilidade. Exigibilidade é o empoderamento dos titulares de direitos para exigir o cumprimento dos preceitos consagrados nas leis internacionais e nacionais referentes ao direito humano à alimentação adequada no âmbito dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estaduais e municipais. Esses meios de exigibilidade podem ser administrativos, políticos, quase judiciais e judiciais.

          Durante várias décadas, por influência dos países centrais, o Brasil e outros países em desenvolvimento procuraram responder ao problema da fome com a introdução da chamada revolução verde, que foi uma espécie de campanha de modernização da agricultura mediante a introdução de um pacote tecnológico baseado no uso intensivo de máquinas, fertilizantes químicos e agrotóxicos para aumentar a produção e, consequentemente, a humanidade acabaria com a fome. Introduziu-se, assim, um modelo agroexportador centrado nas monoculturas, que favoreceu a concentração das empresas, cada vez mais internacionalizadas, de modo que atualmente 30 conglomerados transnacionais controlam a maior parte da produção, da industrialização e do comércio agroalimentar no mundo, violando a soberania alimentar.

          Muitos países, regiões e municípios, também dentro do Estado brasileiro, vivem sem soberania alimentar e outros tantos vivem com sua soberania alimentar ameaçada pelos fatores supramencionados. Nesse contexto, a soberania alimentar significa o direito dos países definirem suas próprias políticas e estratégias de produção, distribuição e consumo de alimentos que garantam a alimentação para a população, respeitando as múltiplas características culturais dos povos em suas regiões.

          Entre os desafios para a garantia do direito humano à alimentação adequada e da soberania e segurança alimentar e nutricional no Semiárido, encontram-se: a necessidade de respeitar a diversidade cultural e as formas de organização e produção, de modo que as comunidades tenham sua autonomia para produzir e consumir seus alimentos; e a importância de avançar na realização da reforma agrária , na regularização fundiária e no reconhecimento dos territórios para que os povos tenham maior autonomia para produzir seus alimentos.

Irio Luiz Conti

(integra o Consea Nacional e é membro da Fian Internacional.) (Disponível em: http://www4.planalto.gov.br/consea/comunicacao/ artigos/2014/direito-humano-a-alimentacao-adequada-esoberania- alimentar)


Em “Muitos países, regiões e municípios, também dentro do Estado brasileiro, vivem sem soberania alimentar e outros tantos vivem com sua soberania alimentar ameaçada pelos fatores supramencionados” (5º parágrafo), o termo “sem soberania alimentar” exerce a função de:

  • A.

    sujeito

  • B.

    aposto

  • C.

    objeto indireto

  • D.

    adjunto adverbial

Questão 1107944

Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá - MT (SMS/MT) 2019 (2ª edição)

Cargo: Médico Cardiologista / Questão 3

Banca: (SELECON)

Nível: Superior

A palavra "saúde" é acentuada pelo mesmo motivo de:

  • A.

    dietética

  • B.

    pública

  • C.

    também

  • D.

    países

Questão 1121706

Prefeitura de Cuiabá - MT 2019

Cargo: Técnico de Nível Superior - Área Administrador / Questão 2

Banca: (SELECON)

Nível: Superior

VACINAS, PARA QUE AS QUERO?

Em um momento em que os menos avisados suspeitam das vacinas, as autoridades em saúde pública e imunologia apresentam dados mostrando que, na realidade, as vacinas precisam, sim, ser inoculadas com mais frequência. Esse é o teor do artigo 'Quanto tempo duram as vacinas?', assinado por Jon Cohen e publicado na prestigiosa revista Science em abril de 2019. Nele, Cohen indaga, entre outros assuntos, por que o efeito protetor das vacinas contra a gripe dura tão pouco (em média, depois de 90 dias, a proteção começa a cair) e em outras, como as da varíola e da febre amarela, a ação é bem mais prolongada.

Alguns especialistas argumentam que certos vírus sofrem altas taxas de mutação e geram novos clones, que, por serem ligeiramente diferentes dos originais, não seriam reconhecidos pelas células do sistema imune. Mas, a coisa não é tão simples assim.

Ao estudar a caxumba (que ainda afeta os humanos), por exemplo, os epidemiologistas descobriram que a recorrência da doença acontece com mais frequência em uma determinada faixa etária (entre 18 e 29 anos de idade). Se a reinfecção dependesse apenas de mutações, todas as idades deveriam ser igualmente afetadas. Assim, o enigma perdura.

No entanto, o consenso entre os imunologistas especializados em vacinas é que, de fato, precisamos de mais exposição aos agentes infecciosos ou às próprias vacinas. Em outras palavras, no caso da gripe, teríamos que tomar doses seguidas da vacina a fim de aumentar seu efeito protetor. Em razão desses achados, os pesquisadores chegaram até acriticara decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de recomendar que a vacina contra afebre amarela devesse ser inoculada apenas uma vez, isto é, seria uma vacina vitalícia.

A necessidade da exposição constante aos agentes infecciosos vai de encontro à hipótese do biólogo norte­ americano Jared Diamond que, em seu livro Armas, germes e aço, defende a ideia de que, ao longo da história, o sucesso dos conquistadores se deveu, em parte, ao fato de eles serem originalmente cosmopolitas e, dessa maneira, terem adquirido resistência imunológica aos agentes infecciosos da época. Mesmo resistentes, seriam portadores desses agentes, o que manteria a memória imunológica. Já os conquistados, grupo formado por populações menores, sucumbiriam ao confronto por não serem capazes dese defender tanto dos invasores humanos quanto daqueles microscópicos.

Embora o avanço nessa área seja promissor, o mecanismo que torna uma vacina mais duradoura ou não ainda segue sem resposta. Como afirma Cohen em seu artigo, "essa é uma pergunta de um milhão de dólares!" (aproximadamente, o valor do prêmio Nobel).

A despeito disso, ninguém deveria duvidar do poder das vacinas. Muito pelo contrário. A tendência atual no tratamento de doenças crônicas, como o câncer e a artrite reumatoide, é a imunoterapia. Um dia, quem sabe, teremos vacinas contra todos esses males.

Franklin Rumjanek
(Disponível em: http://cienciahoie.orq.br/artiqo/vacinas­ para-gue-as-quero/)

Em " Mas, a coisa não é tão simples assim" (2° parágrafo), o uso da palavra "coisa" é informal, pelo seguinte motivo:

  • A. indicar um ser aparentemente desconhecido
  • B. expressar referência muito genérica
  • C. apresentar grafia incomum
  • D. possuir origem imprecisa

Questão 1121727

Prefeitura de Cuiabá - MT 2019

Cargo: Técnico de Nível Superior - Área Administrador / Questão 13

Banca: (SELECON)

Nível: Superior

No uso dos recursos do editor de textos Word de uma das últimas versões 2010/2013/2016/2019 BR, após finalizar a digitação de um texto, um professor que trabalha na Secretaria Municipal de Educação decidiu acionar uma tecla de função para verificar ortografia e gramática e, em seguida, executar um atalho de teclado que corresponde a acionar o ícone . A tecla de função e o atalho de teclado são, respectivamente:

  • A. F3 e Ctrl + B
  • B. F3 e Ctrl + S
  • C. F7 e Ctrl + B
  • D. F7 e Ctrl + S

Questão 1122219

Prefeitura de Cuiabá - MT 2019

Cargo: Técnico em Administração Escolar / Questão 8

Banca: (SELECON)

Nível: Superior

Considere verdadeiras as seguintes afirmações:

– Rodrigo é astuto.

– Afonso é estudioso.

– Todo professor é astuto.

– Todo professor é estudioso.

Logo, também é necessariamente verdade que:

  • A. existe astuto estudioso
  • B. Rodrigo é estudioso
  • C. todos os astutos são estudiosos
  • D. Afonso é professor

Questão 1122240

Prefeitura de Cuiabá - MT 2019

Cargo: Técnico em Administração Escolar / Questão 13

Banca: (SELECON)

Nível: Superior

No Word nas versões 2010/2013/2016/2019 BR, a execução do atalho de teclado Ctrl + E tem por finalidade aplicar, a um parágrafo de um texto, o alinhamento do tipo:

  • A. centralizado
  • B. justificado
  • C. à esquerda
  • D. à direita

Questão 1108107

Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá - MT (SMS/MT) 2019 (2ª edição)

Cargo: Assessor de Apoio Jurídico / Questão 17

Banca: (SELECON)

Nível: Superior

Pérola trabalha para a sociedade empresarial NA e tem seu contrato de trabalho rescindido. Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, na cessação do contrato de trabalho após doze meses de serviço, o empregado, desde que não haja sido demitido por justa causa, terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias , de acordo com o Art. 130, na proporção de um doze avos por mês de serviço ou fração superior a:

  • A. onze dias
  • B. doze dias
  • C. treze dias
  • D. catorze dias

Questão 1108110

Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá - MT (SMS/MT) 2019 (2ª edição)

Cargo: Assessor de Apoio Jurídico / Questão 20

Banca: (SELECON)

Nível: Superior

Márcia promove ação pelo procedimento comum buscando a condenação de Raquel na entrega de um determinado bem móvel. A sentença julga procedente o pedido formulado. Nostermos do Código de Processo Civil, o elemento da sentença em que o juiz resolverá as questões principais que as partes lhe submeterem denomina-se:

  • A. dispositivo
  • B. conjugação
  • C. enunciado
  • D. reprodução

Questão 1108360

Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá - MT (SMS/MT) 2019 (2ª edição)

Cargo: Enfermeiro / Questão 11

Banca: (SELECON)

Nível: Superior

A hanseníase é uma doença crônica e infectocontagiosa de notificação compulsória, causada por um parasita intracelular obrigatório cuja transmissão ocorre pelas vias aéreas. A forma mais grave da doença com alto comprometimento de troncos nervosos de forma simétrica, apresentando lesões infiltradas e nódulo, infiltração facial com madarose e hansenomas nos pavilhões auriculares, é chamada de forma:

  • A. tuberculoide
  • B. indeterminada
  • C. virchowiana
  • D. dimorfa