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Para Lessa (Costa; Ribeiro, 2017), durante toda a década de 1990, viveu-se sob forte tensão de projetos distintos para a saúde: de um lado, o projeto emergido do Movimento da Reforma Sanitária, que defende a construção de um modelo de atenção público, universal e equânime (o SUS); e de outro, o projeto de mercantilização da saúde, tensão que assume nuances variadas e complexas. Os projetos abordados tratam do período de
concepção de Estado mínimo, ditada pelo neoliberalismo, com restrição da ação do Estado na regulação da vida social, adoção de políticas de abertura da economia e de ajuste estrutural, com ênfase na estabilização da moeda e privatização de empresas estatais.
reforma do Estado com a minimização das políticas sociais, dos cortes de verbas na saúde, da reorganização do sistema de saúde e da universalização dos serviços, o que levou à queda da qualidade dos serviços, ampliando as dificuldades no acesso a esses bens.
reforma institucional orientada para a redução do tamanho e da capacidade do Estado, ajuste macroeconômico, das políticas de estabilização monetária e da privatização das empresas estatais, tendo início uma reforma do Estado na contramão da reforma democrática.
adoção de políticas que visem minimizar o tamanho do Estado, dos cortes de verba para saúde, da revitalização da competição de mercado e da limitação na provisão estatal de serviços, delimitando as funções do Estado, ampliando as dificuldades no acesso a esses bens.