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Bravo e Matos (Bravo et al., 2007) argumentam que, na década de 1990, o serviço social não passava ao largo das tensões estabelecidas entre o projeto privatista na saúde e o projeto de reforma sanitária, enfrentando, por isso, vários desafios. Em relação a esses argumentos, os autores ressaltam que um dos desafios se expressa quando o profissional
se capacita por meio de cursos que não guardam relação direta com a área da saúde, em geral de gerenciamento de recursos humanos, tornando sua prática meramente técnica.
se dispõe a compor equipes multiprofissionais que não se alinham aos objetivos presentes no projeto ético-político, o que concorre para o afastamento dos preceitos presentes no seu código de ética profissional.
se distancia, no cotidiano de seu trabalho profissional, do objetivo da profissão, que na área da saúde passa pela compreensão dos aspectos sociais, econômicos e culturais que interferem no processo de saúde-doença.
se vale da alta demanda institucional, para justificar sua atuação sem o embasamento de um projeto de intervenção crítico e alinhado ao projeto de reforma sanitária.