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No artigo Serviço Social e Saúde – desafios intelectuais e operativos, Mioto e Nogueira (2009) afirmam que as inovações na política de saúde, advindas do texto constitucional brasileiro de 1988, contribuíram para ampliar o debate sobre a atuação do assistente social no campo da saúde. As autoras destacam três grandes marcos que favoreceram esse debate:
A ampliação do espaço sócio-ocupacional dos assistentes sociais, o rompimento com a clássica dicotomia entre teoria e prática, e a exigência da proteção social em saúde.
A adoção do referencial marxista, o reconhecimento da saúde como direito e a produção de conhecimento sobre a ação profissional relativa a seu objeto de trabalho.
A busca de legitimação social da profissão, o avanço do neoliberalismo e a aproximação entre as dimensões ético-política, teórico-metodológica e técnico-operativa do trabalho profissional.
A concepção ampliada de saúde, o movimento de reorganização e atualização das práticas em saúde, e a desqualificação de aspectos relacionados ao social.
A convergência entre os ideais da Reforma Sanitária e o projeto ético-político da profissão, o reconhecimento do direito universal à saúde, e a busca da integralidade.