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Ao refletirem sobre a intersetorialidade, enquanto estratégia frequentemente utilizada na atividade profissional dos assistentes sociais na saúde, Patrícia Cavalcanti e Cols (2013), no artigo intitulado A intersetorialidade enquanto estratégia profissional do Serviço Social na saúde, reconhecem que
A incipiente produção científica do Serviço Social sobre o tema da intersetorialidade é reflexo das dificuldades que a categoria profissional tem em lidar com a intensa fragmentação institucional imposta pela lógica de organização do trabalho no âmbito do capitalismo monopolista.
A construção de ações intersetoriais esbarra nas distintas lógicas que regem cada setor e nas resistências das instituições e dos profissionais em partilhar recursos materiais e financeiros, sobretudo em contextos de forte restrição fiscal, como o experimentado a partir dos anos 1990.
Os assistentes sociais são convocados a desenvolver ações intersetoriais, na medida em que desempenham o papel de mediador entre as demandas institucionais e as necessidades dos usuários, de modo a contribuir para o enfrentamento mais articulado dos problemas sociais.
Os assistentes sociais, embora possam contribuir significativamente para a construção de arranjos intersetoriais, ainda precisam se reconhecer nesse processo e assumir o papel de provocador na articulação entre a atenção básica em saúde e as demais políticas sociais.
Os assistentes sociais assumem o papel de protagonista na construção de arranjos intersetoriais, na medida em que sua formação especializada os habilita a lidar com a determinação social do processo saúde-doença e a promover o diálogo entre os diversos setores que lidam com a questão social.