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Ao abordarem as principais tendências do trabalho dos assistentes sociais na política de saúde, no enfrentamento da pandemia de COVID-19, Soares, Correia e Santos (2021) apontam as contribuições desses profissionais na linha de frente. Em meio às contradições da pandemia, os assistentes sociais:
foram profissionais considerados dispensáveis do trabalho presencial, de acordo com o contexto da política de saúde, sendo por essa razão designados ao trabalho remoto, o que vem resultando em enfraquecimento da categoria profissional
estiveram na linha de frente, na defesa intransigente do SUS, contribuindo com a garantia ao acesso aos direitos sociais, tendo em vista que sua atuação frente às expressões da questão social é uma das responsáveis pela emancipação social da classe trabalhadora
deram respostas qualificadas às demandas complexas da crise sanitária e das expressões da questão social, com estratégias articuladas, potencializando o tensionamento dos limites da relativa autonomia profissional, em defesa do SUS, da reforma sanitária e de uma sociabilidade emancipada
confrontaram a agudização das expressões da questão social, pois foram chamados a atuar em diversas atividades, como na comunicação de óbitos aos familiares, amigos e responsáveis, sendo orientados tanto pelo Ministério da Saúde quanto pelo CFESS/Cress a realizarem tais atividades