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Ao considerar o assistente social como trabalhador da área da saúde, Matos (2013) afirma que o exercício profissional dos assistentes sociais nos serviços de saúde aponta para uma ação pouco crítica e distante do projeto ético-político profissional e do projeto da reforma sanitária. De acordo com o autor, isso se deve a dois fatores que se relacionam entre si, a saber:
a dificuldade de efetivação do SUS e a concepção nebulosa da categoria dos assistentes sociais e também dos outros trabalhadores da saúde sobre a particularidade do seu exercício profissional no âmbito do SUS
a contradição entre os objetivos profissionais e os objetivos institucionais e os rebatimentos dos determinantes da política de saúde na vida dos usuários dos serviços de saúde
as respostas profissionais dadas às requisições direcionadas ao serviço social e a compreensão dos determinantes da política de saúde
o desmonte dos direitos sociais e as diferentes expressões da questão social materializadas no cotidiano dos usuários dos serviços de saúde