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“O projeto privatista vem requisitando ao assistente social, entre outras demandas, a seleção socioeconômica dos usuários, atuação psicossocial por meio de aconselhamento, ação fiscalizatória aos usuários dos planos de saúde, assistencialismo por meio da ideologia do favor e predomínio de práticas individuais. Entretanto, o projeto da reforma sanitária vem apresentando como demandas que o assistente social trabalhe as seguintes questões: democratização do acesso as unidades e aos serviços de saúde; estratégias de aproximação das unidades de saúde com a realidade; trabalho interdisciplinar; ênfase nas abordagens grupais; acesso democrático às informações e estímulo à participação popular.” (CFESS, 2010, p.26).
Diante da semelhança entre o Projeto Ético-Político do Serviço Social e o projeto da Reforma Sanitária, a atuação competente e crítica do/a assistente social na área da saúde consiste em
desconsiderar a importância da intersetorialidade e trabalhar de forma isolada, sem a colaboração de outros profissionais da saúde que compõem a equipe interprofissional.
apreender de forma crítica os processos sociais de produção e reprodução das relações sociais numa perspectiva de totalidade.
aceitar a autonomia relativa no exercício da profissão e prestar serviços profissionais incompatíveis com as suas atribuições, cargos ou funções.
priorizar aspectos administrativos e burocráticos para otimizar a gestão dos serviços e proteger o direito do trabalhador para que não seja ferida sua honra profissional.
realizar análise do movimento histórico da sociedade brasileira e reparar as decisões políticas equivocadas da época da Reforma Sanitária.