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Matos, Santos, Araújo (2024) discorrem sobre uma das causas de mortalidade materna: o abortamento inseguro no país, sendo as maiores vítimas mulheres negras e indígenas, e ressaltam: “Não podemos perder de campo de análise a necessidade de consolidar o direito constitucional do Sistema Único de Saúde (SUS), pois os direitos das mulheres, meninas e demais pessoas que gestam têm sido constantemente negados quando se diz respeito aos direitos reprodutivos (...)” (p.17). Mencionam que esses direitos negados se expressam por variadas questões, dentre elas
a oferta de saúde preventiva para as mulheres e a ausência de manifestações coletivas sobre os direitos reprodutivos.
a escassa demanda para o setor público na assistência às mulheres e o respeito à garantia constitucional do Estado Laico.
a falta de investimento adequado na política de planejamento familiar e a presença do conservadorismo na condução das ações de acolhimento.
o redimensionamento da política reprodutiva no país e a inexistência de reivindicações específicas sobre o aborto legal no Brasil.
o fortalecimento do pluralismo feminista nos debates acadêmico-científicos e o distanciamento do tema na vida da maioria das mulheres.