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Leia os trechos a seguir.
I. Incumbe à União, aos Estados e aos Municípios, nos termos das leis respectivas: assegurar amparo aos desvalidos, criando serviços especializados e animando os serviços sociais, cuja orientação procurarão coordenar; estimular a educação eugênica; amparar a maternidade e a infância; socorrer as famílias de prole numerosa; proteger a juventude contra toda exploração, bem como contra o abandono físico, moral e intelectual; adotar medidas legislativas e administrativas tendentes a restringir a moralidade e a morbidade infantis; e de higiene social, que impeçam a propagação das doenças transmissíveis; cuidar da higiene mental e incentivar a luta contra os venenos sociais.
Fonte: Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 16 de julho de 1934.
II. É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais.
Fonte: Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001.
Com base nos trechos e no processo histórico da Reforma Psiquiátrica Brasileira, assinale a opção que apresenta corretamente a mudança ocorrida no modelo de atenção à saúde mental no Brasil.
Reconfiguração da psiquiatria tradicional, marcada pela substituição dos saberes científicos especializados por práticas territorializadas de cuidado em saúde mental.
Reorientação da política de saúde mental, direcionando as ações para a prevenção do sofrimento mental como principal finalidade da política pública.
Superação da racionalidade asilar e das práticas de normalização dos indivíduos, consolidando um modelo de atenção psicossocial orientado pelo cuidado em liberdade.
Transferência da responsabilidade do cuidado para a família, reduzindo o papel do Estado na organização de um modelo de atenção humanizado e psicossocial.
Transformação da finalidade terapêutica em saúde mental, substituindo a perspectiva de recuperação pelo respeito às especificidades individuais.