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Norbert Elias (1994), no segundo volume da sua obra o “Processo Civilizador”, busca entender como são formadas as estruturas que hoje conhecemos por “Estado”. Segundo ele:
“Não fui orientado nesse estudo pela ideia de que nosso modo civilizado de comportamento é o mais avançado de todos os humanamente possíveis, nem pela opinião de que a ‘civilização’ é a pior forma de vida e que está condenada ao desaparecimento. Tudo o que se pode dizer é que, com a civilização gradual, surge certo número de dificuldades especificamente civilizacionais” (ELIAS, 1994, p. 18)
Sobre o “Processo Civilizador”, abordado por Elias, é possível afirmar:
Elias pensava o processo de civilização como se as noções de “evolução” ou “desenvolvimento” implicassem num progresso automático.
Segundo Elias devemos levar em consideração que as estruturas de personalidade e as estruturas sociais são fixas, portanto com graus de evolução distintos.
Elias é enfático ao propor que não pretende apresentar o “modo” ocidental de viver como o mais avançado.
Para Elias, o processo civilizador constitui uma mudança abrupta na conduta e nos sentimentos humanos rumo a uma direção muito específica.
Para o Elias, tanto na contemporaneidade, quanto antes, são apenas as metas, as pressões econômicas e os motivos políticos, que constituem as principais forças motrizes das mudanças.