Na clínica da Terapia Ocupacional, o “setting” terapêutico buscou modelos psicológicos para sua estruturação, com enquadramentos claros e definidos. No decorrer da construção e progressão da profissão nos deparamos com necessidade de mudanças, o qual as propostas de tratamento ganham dimensões muito próximas do dia-a-dia. Considerando-se as potencialidades das atividades, vivências e necessidades do sujeito na contemporaneidade, é preciso pensar num “setting” terapêutico:

  • A.

    “Setting” rígido, com local de atendimento, horário e contratos definidos, oferecendo garantias ao terapeuta e paciente, possibilitando conexões mais precisas e dinamizadas, garantindo amadurecimento do processo terapêutico.

  • B.

    “Setting” flexível, em constante transformação, com orientações sistemáticas, prioridades estabelecidas pelo terapeuta facilitando o processo terapêutico, dinamizando as atividades e permitindo uma relação paternal.

  • C.

    “Setting” flexível, que se movimente, se transforme e possa ganhar novas formas e contornos, com elasticidade e plasticidade, nas múltiplas ações constituintes da profissão, se adaptando as demandas, e as propostas de atendimento com formatação de acordo com prioridades clínicas e/ou sociais e necessidades que emergem no processo terapêutico.

  • D.

    “Setting” humanitário, que possibilite procedimentos e desempenhos através de metodologia rígida, levando em conta os horários e locais pré- definidos pelo terapeuta, estabelecendo o vínculo terapeuta - paciente - família.

  • E.

    “Setting” humanizado, baseado exclusivamente no contexto da ligação terapêutica, em termos da dinâmica entre terapeuta e paciente, com horários e locais rigorosamente definidos, dinamizando o holding terapêutico, assim facilitando o vínculo.