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Nas ações de controle/erradicação das zoonoses, o conhecimento dos aspectos epidemiológicos é de extrema importância. Qual assertiva NÃO apresenta aspectos epidemiológicos considerados pelo Ministério da Saúde?
A febre amarela é uma doença infecciosa, causada por um arbovírus do gênero Flavivirus. No ciclo silvestre, diferentes espécies de mosquitos, como Haemagogus spp. e Sabethes spp., atuam como vetores, enquanto primatas não humanos (PNH) participam como hospedeiros; no ciclo urbano, o Aedes aegypti é o principal vetor.
A Hantavirose é causada por vírus da família Togaviridae, gênero Alphavirus, possuindo como reservatórios naturais canídeos silvestres que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes, os quais podem carregar o vírus por toda a vida sem adoecer. A infecção humana ocorre exclusivamente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva infectadas.
A Leishmaniose Visceral é transmitida ao homem pela picada de fêmeas infectadas de flebotomíneos. No Brasil, a principal espécie responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis. Raposas (Lycalopex vetulus e Cerdocyon thous) e marsupiais (Didelphis albiventris) têm sido apontados como reservatórios silvestres, enquanto no ambiente urbano, os cães são a principal fonte de infecção para o vetor.
A doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Dentre as formas de transmissão, a vetorial ocorre pelo contato com fezes de triatomíneos infectados após picada/repasto, enquanto na forma oral, há ingestão de alimentos contaminados com parasitas provenientes de triatomíneos infectados.