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Considerando o ambiente de criação de vacas leiteiras podem ser observadas, com certa frequência, lesões que atingem o úbere e os tetos. Estas lesões podem ser superficiais, profundas, lacerantes ou perfurantes. A fístula do teto, ou fístula do leite, é uma lesão do tipo perfurante que compromete a integridade do canal do teto. Pode ser corrigida cirurgicamente, devendo-se ter cuidados no pré e pós-operatório para melhor cicatrização. Sobre este procedimento cirúrgico, assinale a afirmativa INCORRETA.
O reparo de lesões mais graves no teto, como aquelas que laceram o esfíncter do teto, é inviável devido à impossibilidade de perfeita reconstituição cirúrgica desta estrutura.
A ordenha do teto após a cirurgia pode ser feita normalmente, tanto manual quanto mecânica, devendo-se apenas reduzir a pressão da ordenhadeira mecânica para não haver deiscência de sutura.
A cirurgia no teto a ser reparado é precedida por garrote com fita de látex, com posterior anestesia local na base do teto. Os pontos geralmente são removidos após dez dias do procedimento cirúrgico.
Existem três alternativas de sutura para correção da fístula; porém, a mais utilizada por ter melhor resultado é o padrão de sutura em U horizontal contínuo, com uso de fio inabsorvível, feita em dois planos.
A correção cirúrgica da fístula do teto pode ser realizada com sucesso somente após poucas horas do acidente traumático. Passado mais tempo, torna-se inviável devido ao tecido cicatricial fibroso que se forma.