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A locomoção do equino envolve movimentos de todo o corpo e de segmentos dos membros em um ritmo e padrões automáticos que definem os vários andamentos. A resistência do aparelho locomotor às lesões depende do equilíbrio e da repartição das forças exercidas sobre os elementos osteoarticulares e músculo-tendinosos; estes estão diretamente correlacionados com orientação e relação dos eixos quando colocados em apoio. Os aprumos definem a orientação ideal dos eixos ósseos, ou seja, a angulação ideal das articulações, resultando em eficácia e a amplitude de movimentos para o animal. Sobre os defeitos de aprumos NÃO é possível afirmar que:
Para a avaliação dos aprumos é essencial que o animal seja observado em estação. A superfície de apoio deve ser firme e plana.
Alguns defeitos de aprumos somente podem ser avaliados durante o movimento, sendo uma forma dinâmica de se diagnosticar certas anomalias.
No exame de face, deve haver alinhamento dos eixos livres numa mesma vertical. No entanto, um ligeiro grau de valgus do carpo e do boleto é fisiológico.
No exame de perfil, o eixo da quartela e do casco estão alinhados sobre uma mesma reta oblíqua, formando um ângulo de cerca de 50 a 55° em relação à horizontal (solo), denominada de retidão interfalângica.
O casco boto é uma conformação horizontalizada do casco (ângulo entre a pinça-solo > 60°) associado a uma deformidade flexora da Articulação Interfalângica Distal (AIFD). É caracterizado por uma queda cranial do eixo podofalângico.