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A Larva Migrans Cutânea (LMC) é um termo clínico que designa uma erupção dérmica de caráter linear e serpiginoso, produzida por larvas de alguns Nemathelminthes, normalmente parasitas do intestino delgado de cães e gatos; porém, podem atingir a pele do homem, sendo conhecida por dermatite serpiginosa, dermatite linear serpiginosa e bicho geográfico. As larvas de 3º estágio (L3) do Ancylostoma braziliense, que parasitam o intestino delgado de cães e gatos, e do Ancylostoma caninum, que parasitam o intestino delgado de cães, são considerados agentes causadores da LMC. Em relação ao diagnóstico de ancilostomose em cães e gatos, assinalar a alternativa CORRETA:
Deve-se considerar os sinais clínicos, como a presença de eritema, principalmente no abdome, prurido, anorexia, anemia, diarreia escura, emagrecimento, edema e ascite. As fezes dos animais devem ser conservadas em gelo ou em geladeira (temperatura de 2°C a 8°C) para a realização do exame de fezes pelo método de flutuação (Willis Mollay).
O diagnóstico clínico da LMC é difícil de ser determinado devido a grande porcentagem de cães assintomáticos e oligossintomáticos.
O diagnóstico parasitológico é o método de certeza e baseia-se na demonstração do helminto obtido de material biológico de punção de linfonodos, hepática, esplênica, de medula óssea e biópsia ou escarificação de pele. A punção de linfonodos e subsequente inoculação em meio de cultura apresenta excelentes resultados para diagnóstico individual.
Com o surgimento da dermatite serpiginosa, pode confundir-se com meningococcemia, viroses exantemáticas, como a mononucleose infecciosa. Portanto, para o diagnóstico específico, são utilizadas a pesquisa indireta, por meio de métodos imunológicos, e a pesquisa direta da Ancylostoma, por meio de histopatologia e imunocitoquímica.
Deve-se observar a história clínica de problemas respiratórios, tais como espirros, descarga nasal e ocular, diarreias e sinais nervosos, com alta mortalidade dos animais afetados e o aparecimento de lesões características da doença, como dermatite profunda. A confirmação da doença deve ser feita pelo isolamento e identificação do agente, sendo que as reações sorológicas positivas, tais como provas de Elisa, servem para ajudar no diagnóstico e detectar casos subclínicos da doença.