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O estudo da variação térmica (termometria) é de fundamental importância para se avaliar o estado geral do paciente pelo Médico Veterinário. É imprescindível a diferenciação entre a febre e hipertermia e seus mecanismos, tanto para o diagnóstico de enfermidades quanto para tomadas de decisões na rotina clínica. Sobre o estudo da variação térmica dos mamíferos domésticos, assinale a alternativa correta.
Semelhante à febre, a hipertermia também está associada à alteração do ponto de ajuste termorregulador do hipotálamo. Entretanto, a hipertermia surge mais frequentemente após exposição a uma temperatura ambiente elevada, após atividade física em cães com sobrepeso, convulsões, distúrbios hipermetabólicos como o hipertireoidismo ou hipocalcemia, intoxicações e estresse.
A maioria dos processos febris nos mamíferos domésticos é causada por doenças infecciosas. Os pirógenos endógenos (interleucina 1, interleucina 6, fator de necrose tumoral alfa) são liberados por neutrófilos, monócitos e outras células, ativando a cascata do ácido araquidônico. Essa cascata aumenta a concentração de prostaglandina E2, que atua em neurônios termorreguladores e eleva o ponto de ajuste hipotalâmico.
A temperatura retal de cães e gatos saudáveis e normais variam entre 38ºC a 41°C. Pacientes com temperatura retal superior à 41,1°C durante o repouso necessitam de resfriamento ativo imediato. Essa alta temperatura pode resultar em lesões neurológicas, coagulação intravascular disseminada (CID), anormalidades metabólicas, prejuízo de função dos neutrófilos e dos monócitos e risco de vida do paciente.
Os receptores térmicos presentes na pele dos mamíferos informam ao centro termorregulador hipotalâmico as variações da temperatura corporal da superfície cutânea. Quando a temperatura ambiental aumenta, ocorrem os mecanismos de termogênese, vasoconstrição periférica, piloereção e diminuição da frequência respiratória, proporcionando a maior dissipação de calor corpóreo do animal.