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As hemoparasitoses em cães são consideradas importantes na clínica médica veterinária devido a sua distribuição cosmopolita. A transmissão normalmente ocorre por um vetor contaminado e o diagnóstico baseia-se na observação direta do agente etiológico (ou de seus componentes), assim como na detecção de anticorpos ou de antígenos (reação em cadeia da polimerase).
SANT’ANNA LEAL, P. D. et al. Infecção por hematozoários nos cães domésticos atendidos em serviço de saúde animal. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, Rio de Janeiro, v. 37, p. 55-62, dez. 2015 (adaptado).
Suponha que um médico veterinário, ao analisar um esfregaço sanguíneo de um cão pelo microscópio de luz, observou a imagem a seguir, que lhe possibilitou chegar ao diagnóstico de babesiose canina e realizar a melhor conduta terapêutica para o animal.

VIDOTTO, O.; TRAPP, S. M. Babesiose canina. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 13, p. 58-62, 2004.
Considerando as informações e a imagem apresentadas, bem como aspectos epidemiológicos e clínicos da babesiose canina, avalie as afirmações a seguir.
I. O esfregaço sanguíneo do cão mostra hemácias infectadas por microrganismos pleomórficos, epicelulares e gram negativos.
II. O cão pode apresentar, na fase aguda dessa doença, sinais clínicos como anorexia, apatia, esplenomegalia, febre, hemoglobinúria, hemoglobinemia e anemia grave.
III. A transmissão do agente etiológico para o cão ocorre comumente por meio da picada de artrópodes hematófagos, e o principal vetor nesse caso é o carrapato Rhipicephalus sanguineus.
IV. A microscopia de luz evidencia organismos intracitoplasmáticos nos neutrófilos dos cães infectados e a hemólise ocasiona o quadro denominado de trombocitopenia infecciosa cíclica canina.
É correto apenas o que se afirma em
I e II.
II e III.
III e IV.
I, II e IV.
I, III e IV.