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A ectopia ureteral é uma anomalia congênita do ureter...

A ectopia ureteral é uma anomalia congênita do ureter distal que acomete animais da espécie canina e felina. Em relação a esta afecção, é correto afirmar:


A

Os relatos são mais frequentes em cães do que em gatos. Entre os cães, as fêmeas são significativamente mais diagnosticadas com a doença em comparação aos machos. A principal queixa clínica é a incontinência urinária, que pode ser contínua ou intermitente, ocorrendo geralmente em animais jovens, embora também possa surgir tardiamente. Mesmo quando a afecção é bilateral, a maioria dos animais produz um fluxo de urina durante a micção consciente.


B

Os ureteres ectópicos podem ser classificados como intramurais ou extramurais. Os intramurais penetram a parede vesical e percorrem a mucosa da bexiga urinária até se abrirem na uretra ou na vagina. Já os extramurais seguem um trajeto externo à bexiga urinária, inserindo-se diretamente na uretra ou na vagina.


C

A avaliação endoscópica é atualmente considerada uma ferramenta diagnóstica de grande valor para a confirmação da ectopia ureteral, embora não permita a identificação precisa da localização do orifício ureteral.


D

A correção cirúrgica do ureter ectópico intramural é a neoureterocistostomia via uma cistotomia ventral, onde um novo orifício ureteral distal é confeccionado em posição apropriada, e o segmento do ureter ectópico é ligado ou resseccionado, no trajeto distal pós orifício. A resolução da incontinência urinária após a cirurgia tem excelente prognóstico.


E

Os ureteres ectópicos podem estar associados a ureteroceles, que consistem na dilatação de um segmento do ureter proximal. As ureteroceles são raras em cães e podem ocorrer de forma unilateral ou bilateral. Quando presentes, geralmente são classificadas como ureteroceles ectópicas, por estarem relacionadas aos ureteres ectópicos.