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A respeito das afecções que acometem a membrana nictitante (“terceira pálpebra”) na espécie canina, assinale a alternativa correta.
Na eversão da membrana nictitante — condição que ocorre principalmente em cães jovens de raças pequenas e toy — uma das opções de tratamento é a simples remoção cirúrgica da porção evertida da cartilagem.
O prolapso da glândula da membrana nictitante é a afecção primária mais comum, sendo o reposicionamento cirúrgico preferível à excisão. Uma complicação relatada após o reposicionamento é a recidiva do prolapso, especialmente em Bulldogues que apresentam glândulas cronicamente prolapsadas, volumosas e inflamadas.
A protrusão da membrana nictitante pode ser primária ou secundária (por exemplo: enoftalmia, microftalmeia, lesões retrobulbares). Em ambas as situações, está indicado o encurtamento cirúrgico com o objetivo de reposicionar a membrana nictitante de forma mais anatômica.
Corpos estranhos, como pontas de grama, sementes e outros materiais vegetais, podem se alojar na membrana nictitante, mas geralmente são assintomáticos e não provocam lesões significativas nas estruturas adjacentes.
O flap da membrana nictitante pode ser utilizado como principal abordagem terapêutica em casos de descematocele, úlceras estromais, colagenolíticas ou com infecção ativa.