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A esporotricose, uma micose subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix, emergiu como um grave problema de saúde pública no Brasil, principalmente devido à sua transmissão zoonótica, majoritariamente envolvendo gatos. O manejo e a profilaxia dessa doença exigem ações coordenadas do médico-veterinário no âmbito da saúde única.
Em Santa Catarina, a conduta a ser adotada pelo médico-veterinário do município inclui:
Instituir o tratamento preventivo de todos os gatos do município com antifúngicos e proibir o contato dos animais com os responsáveis pelos felinos.
Recomendar a entrega dos animais doentes ao município para evitar a contaminação humana, transferindo a responsabilidade do manejo.
Orientar e realizar a notificação compulsória apenas dos casos humanos.
Orientar a eutanásia de gatos com quadro grave da doença, sem possibilidade terapêutica e/ou quando a resposta terapêutica se mostrar insatisfatória.
Promover a vacinação em massa dos gatos contra a esporotricose como medida de controle principal.