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Em perícias de crimes contra a fauna, como caça ilegal, o perito frequentemente examina vestígios biológicos fragmentados (partes de carcaça ou material osteológico).
Para a correta identificação da espécie utilizando a morfologia anatômica nesse contexto, o critério técnico-pericial fundamental é:
O sequenciamento genético do DNA mitocondrial, visto que a confirmação molecular é pré-requisito legal para validar achados morfológicos em laudos de crimes ambientais.
O uso de equações alométricas para estimar a massa corporal total, parâmetro fisiológico invariável que permite a identificação positiva da espécie silvestre.
A análise tafonômica das marcas de corte, pois o padrão de estrias deixado nos ossos por diferentes instrumentos é diagnóstico para a espécie da presa.
O emprego da radiografia digital para analisar o padrão trabecular interno, parâmetro microestrutural filogeneticamente conservado que substitui a análise morfológica externa.
A aplicação da osteologia comparada, utilizando acidentes anatômicos específicos e fórmulas dentárias como caracteres diagnósticos espécie-específicos, fundamentada em coleções de referência.