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A quantidade de informações relevantes sobre doenças que pode ser obtida do exame de um esfregaço sanguíneo é proporcional à experiência do examinador. O sucesso em lidar com todos os componentes de tal exame depende da qualidade do esfregaço, da manutenção da coloração, da capacidade de olhar o local correto, da capacidade de diferenciar artefatos de preparação das anormalidades morfológicas e da experiência interpretativa de patologias visualizáveis em esfregaços sanguíneos. É importante examinar o aspecto macroscópico do esfregaço, reconhecendo artefatos. Dentre as anormalidades mais comuns que podem ser reconhecidas macroscopicamente, está:
Em um esfregaço normal os leucócitos estão concentrados desproporcionalmente na cauda, os quais normalmente estão no final da lâmina.
O esfregaço preparado de maneira inadequada, possibilita a obtenção de informações precisas, a lâmina deslizadora empurrada muito rapidamente, produz um esfregaço fino e com estrias.
O esfregaço muito pálido; essa é a aparência em quadros de anemia grave, nessa situação, a viscosidade do sangue está reduzida, resultando em um esfregaço muito mais fino.
No esfregaço muito denso, é possível encontrar uma boa monocamada para a avaliação morfológica dos eritrócitos nessa lâmina.
Uma lâmina muito fina, resultante de deslizamento muito rápido, é o problema técnico mais comumente encontrado nos laboratórios veterinários