QUESTÃO DISSERTATIVA 1 (30,00 pontos)Nas últimas décadas...
QUESTÃO DISSERTATIVA 1 (30,00 pontos)
Nas últimas décadas, os incentivos fiscais consolidaram-se como um dos principais instrumentos utilizados pelos governos para estimular investimentos, promover a geração de empregos e reduzir desigualdades regionais. Em diversas situações, tais mecanismos foram empregados para atrair empreendimentos industriais, fortalecer cadeias produtivas estratégicas e impulsionar o desenvolvimento econômico de regiões menos dinâmicas.
Entretanto, a ampliação dos benefícios tributários também suscitou questionamentos acerca de sua efetividade, de seus impactos sobre a arrecadação pública e dos mecanismos necessários para avaliar os resultados alcançados. Além disso, a competição entre entes federativos pela atração de investimentos frequentemente gera debates sobre coordenação institucional, eficiência alocativa e sustentabilidade fiscal.
Nesse contexto, a literatura econômica e as finanças públicas contemporâneas têm enfatizado a importância da avaliação periódica dos gastos tributários, da mensuração dos benefícios efetivamente produzidos e da adoção de mecanismos de governança capazes de assegurar maior transparência e racionalidade na utilização desses instrumentos.
Diante desse cenário, discorra, em no mínimo 15 linhas, de forma fundamentada, sobre:
1) O papel dos incentivos fiscais como instrumento de desenvolvimento econômico e regional;
2) Os principais riscos e limitações associados à utilização de benefícios tributários;
3) A importância da avaliação dos gastos tributários para a eficiência das finanças públicas;
4) O papel da governança e da transparência na formulação, implementação e controle das políticas de incentivos fiscais.
Abordagem Esperada (FCC)
1. Incentivos fiscais e desenvolvimento econômico (7,00 pontos)
• utilização dos incentivos fiscais como instrumento de intervenção estatal na economia;
• atração de investimentos produtivos;
• geração de emprego e renda;
• desenvolvimento regional;
• redução de desigualdades econômicas e territoriais;
• fortalecimento de setores estratégicos;
• ampliação da competitividade econômica.
2. Riscos e limitações dos benefícios tributários (7,00 pontos)
• renúncia de receitas públicas;
• risco de ineficiência alocativa;
• distorções concorrenciais;
• dependência excessiva de incentivos;
• guerra fiscal entre entes federativos;
• captura de benefícios por grupos específicos;
• possibilidade de resultados inferiores aos custos fiscais suportados.
3. Avaliação dos gastos tributários e eficiência fiscal (10,00 pontos)
• conceito de gasto tributário;
• necessidade de mensuração de resultados;
• análise custo-benefício;
• avaliação de efetividade e eficiência;
• monitoramento de metas e indicadores;
• revisão periódica dos incentivos;
• racionalização do uso dos recursos públicos;
• melhoria da qualidade do gasto público.
4. Governança, transparência e controle (6,00 pontos)
• transparência na concessão dos benefícios;
• prestação de contas (accountability);
• controle interno e externo;
• divulgação de critérios e resultados;
• segurança jurídica;
• governança das políticas públicas;
• tomada de decisão baseada em evidências.
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