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Para produzir a sua redação, leia atentamente os textos motivadores apresentados a seguir:
TEXTO 1
Os limites éticos da IA: como a regulamentação pode contribuir?
Quando a figura de robôs realizando tarefas humanas complexas era apenas matéria-prima para obras de ficção científica, o célebre escritor Isaac Asimov elaborou as “três leis da robótica”. Por meio delas, um robô deveria proteger a vida humana, obedecer às ordens humanas e proteger sua existência nesta ordem e sem entrar em conflito com as premissas anteriores. Hoje, a Inteligência Artificial já faz com que as máquinas executem diversas atividades humanas – o que torna necessária a criação de leis similares para delimitar questões éticas no setor.
Asimov já visualizava esse paradoxo em suas histórias. Afinal, quando a tecnologia evolui a ponto de criar robôs capazes de fazer as mesmas coisas de um ser humano, o que vem a seguir? A IA já consegue criar códigos de programação, produzir conteúdos diversos, conversar e dar informações às pessoas por meio das assistentes pessoais e até recriar digitalmente (e com assustadora perfeição) a voz e a imagem de uma cantora falecida há mais de 40 anos. Parece ser questão de tempo para desenvolver uma consciência própria.
Até porque é uma característica inerente a este conceito tecnológico justamente a capacidade de aprendizado para seguir evoluindo. Um sistema robusto de inteligência artificial consegue rapidamente identificar padrões a cada informação nova e, principalmente, aprender as principais demandas envolvidas. Aliado ao processamento de linguagem natural (base da plataforma do ChatGPT), está alicerçado o desenvolvimento dos robôs capazes de interagir com humanos.
O avanço foi tão rápido que executivos de tecnologia, incluindo o bilionário Elon Musk, dono do Twitter (ou X), chegaram a publicar uma carta pedindo o interrompimento do investimento em IA no mundo justamente pela ausência de limites éticos e de segurança. No Brasil, já existia um projeto de lei de 2020 para tratar sobre inteligência artificial no país. Mas, em maio de 2023, foi enviada nova proposta para criar um marco legal para o tema, formando a base jurídica para essa ferramenta.
Parar o desenvolvimento tecnológico como pediram diversos executivos da área está totalmente fora de cogitação. Não dá para simplesmente interromper a evolução tecnológica porque ela é fruto do conhecimento. Em algum lugar terá uma pessoa estudando, testando e aperfeiçoando qualquer solução. Entretanto, a regulamentação age justamente para aparar estas arestas e garantir um ambiente pleno para que a Inteligência Artificial possa se desenvolver sem colocar em risco qualquer característica humana e social.
Primeiro passo é definir o terreno ético da IA
Definir o conceito de ética pode ser tão complicado quanto explicar o que é inteligência artificial. Porém, de forma resumida, podemos compreender que são as ações e regras que guiam nossos comportamentos e moldam a sociedade em que vivemos. Logo, fica claro que os limites éticos de qualquer tecnologia dependem exclusivamente da compreensão, aceitação e impacto em cada país e região.
Em outras palavras: ainda que haja normas internacionais, cada território deve estabelecer suas regulamentações. Atitudes condenáveis em cada cultura, evidentemente, deverão ser proibidas – assim como entender quais recursos podem ser utilizados para trazer benefícios aos usuários e quais as contrapartidas envolvidas. Reconhecer esse ambiente onde a Inteligência Artificial vai operar e quais as fronteiras impostas pela sociedade é um passo importante da regulamentação.
Retirado e adaptado de: SALINAS, Renan. Os limites éticos da IA: como a regulamentação pode contribuir? Olhar Digital. Disponível em: https://olhardigital.com.br/2023/09/03/colunistas/os-limites-eticos-da-ia-como-a-regulamentacao-pode-contribuir/ Acesso em: 03 set., 2023.
TEXTO 2

Disponível em: https://www.europarl.europa.eu/resources/library/images/20201019PHT89627/20201019PHT89627_original.jpg Acesso em: 02 set., 2023.
TEXTO 3

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita, empregando a norma culta da língua portuguesa, com extensão entre 15 e 25 linhas, sobre o tema “Os reflexos da inteligência artificial no cotidiano: possibilidades de uso, ética e regulamentação”. Elabore seu texto pautando-o em argumentos, redija-o de forma coesa e coerente com o tipo textual solicitado.
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