Texto 1 O termo “inteligência artificial” (IA) foi criado...
Texto 1
O termo “inteligência artificial” (IA) foi criado por John McCarthy no fim dos anos 1950. Com o passar dos anos, diversos cientistas e pesquisadores desenvolveram projetos em busca de recriar e aprimorar determinadas capacidades humanas. Para a população em geral, porém, o tema ganhou relevância recentemente. Criado em 2022, o ChatGPT trouxe uma interface intuitiva, na qual as pessoas conseguem interagir de forma simples com a ferramenta. De lá para cá, inúmeras outras soluções surgiram com diferentes propostas e finalidades, mas seguindo um modelo similar de utilização.
Na educação, a inteligência artificial conquistou rapidamente muitos admiradores, assim como gerou alguns temores. O avanço da inteligência artificial nos últimos anos modificou a forma como o conhecimento é transmitido. Por ser um importante personagem na formação acadêmica e moral dos estudantes, a escola não pode simplesmente “virar as costas” para essa realidade. Muito pelo contrário. A instituição precisa atuar para preparar o aluno para se relacionar e utilizar esta e outras inovações tecnológicas com ética e responsabilidade.
(Escola Eleva, “Inteligência artificial na educação: ameaça ou ferramenta?”, O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/educacao/blog-dos-colegios-escola-eleva/inteligencia-artificial-na-educacao-ameaca-ou-ferramenta/. Adaptado)
Texto 2
Escolas brasileiras têm adotado ferramentas de IA em atividades textuais, com as plataformas de correção de texto ou de perguntas e respostas, por exemplo, e outras possibilidades relacionadas a cálculos e produção de jogos digitais. Em Porto Alegre (RS), os alunos do sistema municipal participam da chamada “Sala da Inovação”. Com o ChatGPT, as crianças aprendem a pesquisar e a elaborar perguntas eficientes até chegarem à resposta de que precisam. De acordo com a professora Tatiane Reis, isso as ensina sobre criticidade: “Elas sabem que não podem confiar cegamente e que não basta copiar e colar. É preciso conferir as respostas”.
No Espírito Santo, na Paraíba, no Mato Grosso do Sul e no Pará, algumas escolas estaduais adotaram ferramentas para correção de redações. No Paraná, desde 2020, estudantes do 6o ao 9o ano das escolas estaduais usam o sistema “Redação Paraná”, uma plataforma de IA focada no aspecto gramatical do texto. Depois, o professor corrige o aspecto argumentativo. Já em São Paulo, escolas particulares têm aplicado o recurso para pesquisa e atividades de outras disciplinas.
(Célia Fernanda Lima, “Como escolas apresentam inteligência artificial para as crianças?”, Lunetas. Disponível em: https://lunetas.com.br/como-escolas-apresentam-inteligencia-artificial-para-as-criancas/. Adaptado)
Texto 3
O que o robô sabe fazer é uma imitação impressionante da linguagem humana, mas sem nenhuma das dimensões que estão por trás da escrita criativa verdadeira. O fato é que não consigo conceber arte sem uma subjetividade por trás. Todo o resto é uma aparência, uma falsidade, mas não é a essência do negócio. A maior ameaça que estou vendo é o ser humano, como espécie, desaprender a escrever. Você pode terceirizar todos os textos, da lista de compras ao e-mail. Quando você terceiriza e não usa mais essa habilidade, se esquece. Um exemplo é que, antes, sabíamos os números de telefone. Hoje não sabemos mais, pois terceirizamos para o celular. Escrever é uma tecnologia de pensamento. Mais do que pelo mercado de trabalho, eu temo um retrocesso civilizatório e intelectual. Se a escola não tomar cuidado, todos os alunos vão passar a entregar trabalhos feitos por inteligência artificial. Se ela não criar um ambiente em que isso seja severamente controlado, a própria habilidade da escrita não vai ser mais desenvolvida pelos jovens. A gente está diante de uma mudança muito grande de parâmetros gerais em relação à escrita, então é preciso cultivá-la pelo prazer de escrever. A escola vai ter que se repensar a fim de criar espaços em que a máquina não possa entrar. A Finlândia, por exemplo, levou computadores para dentro da sala de aula e, agora, baniu todos eles.
(Sérgio Rodrigues, jornalista e romancista, em entrevista à Agência Brasil, Luiz Claudio Ferreira, “Inteligência artificial ameaça aprendizado da escrita, alerta autor”, Diário do Comércio. Disponível em: https://diariodocomercio.com.br/tecnologia/inteligencia-artificial-ameaca-aprendizado-escrita-alerta-autor/. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Inteligência Artificial na Educação: Entre o Potencial Pedagógico e a Ameaça à Autonomia Intelectual
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