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INSTRUÇÃO: Leia os textos motivadores.
TEXTO 01
Pesquisa revela que 9 entre 10 brasileiros se automedicam Farmacêuticos alertam que a automedicação pode mascarar doenças graves e retardar o tratamento adequado
Uma pesquisa recente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) revelou um cenário alarmante: no Brasil, 86% dos entrevistados admitiram tomar medicamentos sem orientação de um prescritor. Esse hábito preocupante, que afeta, segundo a pesquisa, principalmente mulheres, pessoas economicamente ativas e com maior nível de instrução, pode acarretar sérias consequências para a saúde. O estudo destacou que a automedicação é mais comum em casos de dor de cabeça, gripes, resfriados, febre e dores musculares. Além disso, muitos brasileiros recorrem a essa prática para problemas como ansiedade, insônia, estresse e perda de peso.
A facilidade de acesso à informação pela internet também influencia, com 68% dos entrevistados admitindo recorrer à rede para obter orientações sobre saúde.
Farmacêuticos alertam que a automedicação pode mascarar doenças graves e retardar o tratamento adequado, o que pode levar a complicações ainda maiores. É crucial conscientizar a população sobre os riscos associados à automedicação e promover a busca por orientação profissional em questões de saúde.
(CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Disponível em: https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/23/04/2024/pesquisa-revela-que-9- entre-10-brasileiros-se-automedicam. Acesso em janeiro de 2026)
TEXTO 02
Automedicação: Os riscos que essa prática causa à saúde e a importância do farmacêutico na atenção farmacêutica
A automedicação no Brasil teve origem no período colonial, em plena colonização portuguesa. Na época, a saúde ficava nas mãos dos boticários, que prescreviam receitas sem embasamento científico para a população (Nunes G. M., 2015). Dois séculos depois, muitos brasileiros se dirigem diretamente às farmácias para solucionar problemas de saúde, como dores de cabeça e crises de hipertensão arterial. Porém, longe de ser apenas uma prática cultural, a automedicação é responsável pela morte de 20 mil pessoas por ano no país, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) (CORREIO BRAZILIENSE, 2010).
De acordo com a Revista de Associação Médica Brasileira (RABM, 2001), em alguns países, com sistema de saúde pouco estruturado, a ida à farmácia representa a primeira opção procurada para resolver um problema de saúde, e a maior parte dos medicamentos consumidos pela população é vendida sem receita médica. Contudo, mesmo na maioria dos países industrializados, vários medicamentos de uso mais simples e comuns estão disponíveis em farmácias, drogarias ou supermercados, e podem ser obtidos sem necessidade de receita médica (analgésicos e antitérmicos, por exemplo).
A automedicação é um problema multicausal, estimulada pela facilidade de adquirir medicamentos, por propagandas de marketing que impulsionam as pessoas a comprarem medicamentos sem necessidade, por indicações de amigos e familiares, pelo fácil acesso através de compras na internet; porém, essa prática traz consequências desagradáveis, causadas pelo uso irregular de medicamentos (DHAMER et al, 2012).
A dificuldade e o custo de se conseguir uma opinião médica, a limitação do poder prescritivo (restrito a poucos profissionais de saúde), o desespero e a angústia desencadeados por sintomas ou pela possibilidade de se adquirir uma doença, informações sobre medicamentos obtidos na internet ou em outros meios de comunicação, a falta de regulamentação e fiscalização daqueles que vendem e a falta de programas educativos sobre os efeitos muitas vezes irreparáveis da automedicação, são alguns dos motivos que levam as pessoas a utilizarem medicamento por conta própria ( RAMB, 2001).
Vale salientar que o uso irracional de medicamentos poderá gerar efeitos adversos, desde mascaramento de doenças evolutivas, intoxicação e até a morte. Como por exemplo os anti-inflamatórios não esteroidais (AINES), que provocam problemas no trato gastrointestinais e possuem alta nefrotoxidade (ARRAIS et al, 2016).
Alguns autores citam que a ingestão irregular de medicamentos são os maiores responsáveis pelas causas de intoxicação, fato este que é relacionado com o apelo das publicidades irregulares, facilidade de compra e deficiência dos programas educativos em saúde, o que leva ao uso indiscriminado de remédios (MOTA et al, 2012).
A atuação do farmacêutico na atenção farmacêutica tem crescido e sido notada como fundamental para prevenir, identificar e resolver os problemas relacionados ao uso do medicamento.
A Assistência Farmacêutica (AF) é o conjunto de ações voltadas à promoção, à proteção e à recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tendo-se o medicamento como insumo essencial, visando ao acesso e ao seu uso racional. Esse conjunto envolve a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, acompanhamento e avaliação da sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da população.
Já a Atenção Farmacêutica é a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando a uma farmacoterapia racional e à obtenção de resultados definidos e mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida (BRASIL, 2004). É um serviço prestado por meio de uma consulta com o paciente, para que ele tenha, a partir do uso correto de medicamentos, resultados positivos, com melhora da sua saúde e da qualidade de vida.
(MOURA, Elionara Félix de. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Faculdade de Farmácia. Natal (TCC), 2022. Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/f67dd993 -aa94-4adf-8d2dab27be3fc297/content. Acesso em janeiro de 2026 – Texto adaptado)
PROPOSTA DE REDAÇÃO
Tomando por base os dois textos lidos, e tendo em vista a afirmação presente no Texto 01 de que “Esse hábito preocupante [...] afeta [...] principalmente mulheres, pessoas economicamente ativas e com maior nível de instrução”, ESCREVA um texto dissertativo-argumentativo DISCUTINDO alguns riscos da automedicação e como uma educação em saúde pode combater esse hábito. APONTE e DISCUTA, no seu texto, no mínimo três ações educativas que podem ser operacionais.
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