TEXTOS MOTIVADORES Texto I Comércio ilegal de canetas...
TEXTOS MOTIVADORES
Texto I
Comércio ilegal de canetas emagrecedoras cresce impulsionado pela desinformação, e aumenta riscos à saúde
Pesquisa identificou um aumento de 35% no consumo de substâncias emagrecedoras, sobretudo entre mulheres jovens, impulsionado pela ampla oferta em farmácias e plataformas online
Ao longo das últimas quatro décadas, a obesidade consolidou-se como uma epidemia de proporções globais. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a prevalência da condição quase triplicou no período, atingindo todas as regiões do mundo. Em publicação recente, a entidade estima que a obesidade esteve associada a cerca de 3,7 milhões de mortes em 2024 e que o número de pessoas vivendo com a condição pode dobrar até 2030.
Diante do agravamento do problema, os tratamentos farmacológicos avançaram nos últimos anos com o desenvolvimento de novos medicamentos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em janeiro de 2023, o Wegovy®, medicamento à base de semaglutida, para o tratamento de sobrepeso e obesidade em adultos com comorbidades.
A mesma substância está presente em medicamentos como Ozempic® e Rybelsus®, inicialmente aprovados no país para o tratamento do diabetes tipo 2, embora tenham conquistado popularidade pelo efeito de perda de peso. Já o Mounjaro® (tirzepatida) foi a princípio registrado pela Anvisa, em 2023, para o tratamento do diabetes. Em junho de 2025, a Anvisa ampliou a indicação do Mounjaro para tratamento de obesidade e sobrepeso com comorbidade.
Ambos os medicamentos, quando prescritos e adquiridos em farmácias regulamentadas, integram tratamentos reconhecidos pela medicina. Fora desse contexto, quando vendidos sem receita ou pela internet, passam a representar riscos à saúde. No entanto, a crescente demanda global por esses medicamentos extrapolou as indicações terapêuticas aprovadas, impulsionando um aumento expressivo do uso sem prescrição e sem acompanhamento de profissional de saúde, especialmente com finalidades estéticas.
Todos esses produtos vêm sendo amplamente divulgados e vendidos pela internet, nas redes sociais, por algumas clínicas de estética, farmácias de manipulação e centros de bem-estar, colocando potencialmente as pessoas em risco. Esse movimento acendeu alertas em autoridades sanitárias, especialistas e laboratórios fabricantes tanto pelo uso indevido quanto pela circulação de produtos falsificados ou de baixa qualidade, frequentemente comercializados em cadeias de suprimento não regulamentadas.
No Brasil, 77% da população utilizam medicamentos sem prescrição médica, de acordo com o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF/SP). Esse cenário é potencializado pela forte presença digital do país, que, conforme a Comscore, ocupa a terceira posição mundial no consumo de redes sociais e figura como o segundo país com maior volume de buscas na internet por Ozempic e Mounjaro.
Nesse contexto, a pesquisa Automedicação e acesso irregular às canetas emagrecedoras: um desafio de saúde pública identificou um aumento de 35% no consumo dessas substâncias emagrecedoras, sobretudo entre mulheres jovens, impulsionado pela ampla oferta em farmácias e plataformas online.
Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/01/22/comercio-ilegal-de-canetas-emagrecedoras-cresce-impulsionado-pela-desinformacao-e-aumenta-riscos-a-saude.ghtml.
Texto II

PROPOSTA DE REDAÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre o tema “Automedicação para fins estéticos: uma epidemia na saúde brasileira”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista, em, no mínimo, 20 e, no máximo, 30 linhas.
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