Prova discursiva 1Fidelis AlmeidaTexto 1 Enquanto curtia...
Prova discursiva 1
Fidelis Almeida
Texto 1
Enquanto curtia uma festa ao ar livre com suas amigas, Gildeane Taislaine Santos foi abordada duas vezes por policiais após ter sido erroneamente identificada por câmera de reconhecimento facial como uma possível suspeita foragida da Justiça. Embora a identificação tenha sido considerada incorreta, isso não anula o constrangimento e a abordagem truculenta que a mulher teve de enfrentar. O caso ocorreu em Aracaju (SE) no fim de 2023 e pode ilustrar como o uso de câmeras de reconhecimento facial na segurança pública impacta de maneira desproporcional as mulheres negras, tornando-se mais um instrumento de repressão numa sociedade marcada pelo racismo.
De modo geral, essas ferramentas monitoram pessoas em locais públicos, comparando seus rostos com bancos de dados de cidadãos procurados pela Justiça. No entanto, a existência de vários casos de “falsos-positivos”, nos quais a pessoa identificada não é de fato a procurada pela Justiça, e situações de erro devido à falta de atualização dos bancos de dados, traz sérias preocupações, conforme afirmam especialistas ouvidos pela reportagem.
Políticas públicas com uso de tecnologias de reconhecimento facial na segurança pública são gestadas a nível estatal e municipal, o que resulta em falta de padronização desses sistemas. Além disso, o país não dispõe de regulação específica para essas tecnologias. De modo geral, o poder público instala essas tecnologias através de licitações e parcerias com empresas privadas.
OLIVEIRA, B. de. (s.d.). Mulheres negras sofrem mais erros em abordagens de reconhecimento facial do que brancos. Nós Mulheres da Periferia. Disponível em: < https://expresso.estadao.com.br/naperifa/mulheres-negras-sofrem-mais-erros-em-abordagens-de-reconhecimento-facial-do-que-brancos/ >. Acesso em: 13 dez. 2024. Adaptado.
O debate acerca do uso de tecnologias de vigilância em espaços públicos, especialmente o reconhecimento facial, tem gerado discussões relevantes na atualidade. Nesse sentido, considerando sua visão de mundo e a leitura atenta do texto motivador, escreva, em registro formal da Língua, um texto dissertativo-argumentativo, que contenha entre 20 e 30 linhas, a respeito do seguinte tema:
“Privacidade e o uso de reconhecimento facial em espaços públicos: limites éticos e legais”
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