Texto 1 A ex-participante do programa Big Brother Brasil...
Texto 1
A ex-participante do programa Big Brother Brasil (BBB) Munik Nunes viralizou ao desabafar com os seus seguidores uma situação difícil que passou com a filha Catarina, de 1 ano, ao se hospedar em um hotel childfree, “livre de crianças”, sem saber e ter o espaço para a criança restringido.
A política childfree em hotéis refere-se à restrição ou proibição da presença de crianças em determinadas áreas, ou até mesmo em toda a propriedade. Essa prática visa oferecer um ambiente mais tranquilo e exclusivo para adultos, atendendo a demanda de casais que buscam silêncio e tranquilidade – algo que pode ser quebrado com barulhos ou gritarias infantis. Segundo a ex-BBB, a família foi tratada com rispidez por uma funcionária de um hotel. Sua babá foi orientada a retirar a bebê de áreas comuns do hotel, como o jardim e o restaurante, o que gerou indignação por parte de Munik. “Nós estamos em um hotel que não aceita crianças, só acima de 14 anos. Não fui eu que fiz a reserva e, quando foi feita, não foi informado que a Catarina é bebê”, iniciou Munik na postagem em seu perfil. “Eles autorizaram nossa permanência aqui, mas eles falaram que o café da manhã e o chá da tarde, da babá e da bebê, seriam servidos no quarto do hotel”, continuou a mãe, que, por fim, tomou a decisão de mudar de hotel e procurar outra hospedagem.
(Gabriela Antualpa. Childfree: entenda política de ‘banimento’ de crianças que gerou revolta na ex-BBB Munik Nunes. https://revistaquem.globo.com, 05.07.2025. Adaptado)
Texto 2
Voltados exclusivamente para adultos, locais conhecidos como childfree atendem a uma demanda crescente por tranquilidade, romantismo e experiências personalizadas. No entanto, a prática divide opiniões e levanta questões legais e sociais. Embora não existam estatísticas nacionais consolidadas sobre o número exato de hotéis que proíbem crianças no Brasil, a tendência é observável em destinos turísticos populares, especialmente em regiões como o Sul, Nordeste e Sudeste. Segundo um levantamento, em 2018, pelo menos cinco hotéis brasileiros já haviam adotado a política childfree e o número tem crescido desde então. Hoje são mais de 15. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), a segmentação de hotéis é uma tendência mundial, com o Brasil acompanhando o movimento. Hotéis childfree representam uma pequena, mas crescente fatia do setor hoteleiro, especialmente em destinos românticos como Gramado (RS), Fernando de Noronha (PE) e Penedo (RJ). Os hotéis que adotam a política childfree justificam suas decisões com base em estratégias de negócio. Muitos estabelecimentos buscam atender casais em lua de mel, grupos de amigos ou viajantes solo que priorizam tranquilidade. Por exemplo, uma pousada em Maceió é voltada exclusivamente para casais, com atividades como tratamentos estéticos e jantares românticos.
(Carlos Altman. “Proibido para crianças”: uma tendência crescente e polêmica na hotelaria. www.em.com.br, 31.07.2025. Adaptado)
Texto 3
O termo childfree nomeia um movimento de pessoas que optaram por não ter filhos e defendem não ter contato com crianças em espaços públicos. A onda teve início, especialmente, nos Estados Unidos e está envolta em polêmicas, com a reivindicação de locais restritos a crianças, como aviões e restaurantes. À medida que o foco no individual cresce e o coletivo perde espaço, Belinda Mandelbaum, professora do Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo, afirma que o childfree se encaixa nessa tendência e pode prejudicar a organização social. Sem a troca mútua entre os mais jovens e mais velhos, pode haver um desarranjo na formação social das crianças. A professora Belinda destaca que o movimento ultrapassa alguns limites, na medida em que as crianças também devem ser consideradas e tratadas como cidadãs. A restrição infantil de espaços, além de causar discussões nos meios do Direito do Consumidor e Estatuto da Criança e do Adolescente, tem implicações na formação social, na visão de Belinda. “É importante que as crianças sejam educadas para conviver nesses espaços, quais são os direitos e deveres de cada um e como se comportar. Isso só pode ser aprendido ao longo do desenvolvimento e, se a criança não é exposta a essas situações, como ela vai se tornar um adulto que respeita o outro?”, pondera a professora. Essa mentalidade, incorporada no childfree, mostra-se muito negativa do ponto de vista psicossocial, uma vez que, sem a convivência, há pouco espaço para o aprendizado sobre o respeito, cuidado e limites do outro.
(Raquel Tiemi. Movimento “Childfree” prejudica a troca de experiências entre jovens e os mais velhos. https://jornal.usp.br, 07.12.2023. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Proibição de crianças em estabelecimentos: entre a estratégia de negócios e o prejuízo ao desenvolvimento infantil
Esta é uma questão discursiva. Assine um de nossos planos para desbloqueá-la.
As questões discursivas ajudam você a treinar a construção da resposta, organizar ideias e desenvolver uma argumentação mais próxima do que a banca espera.
-
Entenda como a banca formula o problema e o que espera como resposta
-
Aprenda a estruturar seu texto com introdução, desenvolvimento e conclusão
-
Prepare-se para uma das etapas mais decisivas da prova.