Texto 1 A busca por saúde mental nunca esteve tão em alta...
Texto 1
A busca por saúde mental nunca esteve tão em alta. Segundo a OMS, 1 em cada 8 pessoas no mundo sofre de algum transtorno mental. O Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade do planeta, atingindo quase 10% da população. Nesse contexto, a procura por alternativas de cuidado psicológico aumentou, impulsionando o crescimento da terapia com Inteligência Artificial (IA).
Segundo estudo da American Psychological Association, 60% dos adultos já consideraram a ideia de conversar com um assistente virtual sobre questões emocionais. A promessa de IA na saúde mental envolve acessibilidade, custos reduzidos e disponibilidade 24h. Esses sistemas utilizam algoritmos para simular conversas, analisar emoções, identificar padrões de fala e sugerir estratégias para lidar com questões como ansiedade, estresse ou tristeza. A base desses robôs são bancos de dados alimentados com conhecimentos humanos. Plataformas como ChatGPT e Gemini oferecem recursos de conversação voltados para o suporte emocional, tornando a terapia digital cada vez mais acessível.
(“Terapia com IA funciona? Conheça os riscos e vantagens”. Disponível em: psicoter.com.br/terapia-com-ia/. Adaptado)
Texto 2
A revista Harvard Business Review publicou um levantamento que mostra que o aconselhamento terapêutico se tornou o principal objetivo das pessoas ao utilizarem ferramentas de Inteligência Artificial. Isso levou o Conselho Federal de Psicologia (CFP) a criar um grupo de trabalho para discutir o uso da IA com fins terapêuticos. O órgão estuda como regulamentar ferramentas terapêuticas que estejam de acordo com técnicas reconhecidas e sejam desenvolvidas por profissionais que possam ser responsabilizados pelo seu uso. Também deve publicar algumas orientações à população, alertando para o risco de confiar seu bem-estar emocional a uma ferramenta que não foi criada com esses fins.
O professor da PUC-Rio, Leonardo Martins, compõe o grupo de trabalho do CFP e comenta: “Um estudo mostrou como esses modelos tendem a dar a resposta que vai agradar ao usuário. Se a pessoa diz ‘Eu quero me ver livre da minha ansiedade’, o modelo fala o que ele pode fazer para acabar com a ansiedade, inclusive evitar situações que são importantes para a pessoa. Se a ansiedade é causada por um evento, ele recomenda não ir”. Martins complementa que a lógica de funcionamento desses chats pode ter efeitos nocivos: “Eles tendem a concordar com a gente, a se adaptarem aos nossos interesses, às coisas que a gente acredita. E muitas vezes o espaço de procurar ajuda psicológica é justamente o contrário, para a gente perceber que alguma coisa que se está fazendo talvez produza mais prejuízos do que benefícios”.
(“Sessão de Terapia no Chat GPT oferece riscos e preocupa especialistas”. Disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-05/sessao-de-terapia-no-chatgpt-oferece-risco-e-preocupa-especialistas. Adaptado)
Texto 3
Doze milhões de pessoas já usam a Inteligência Artificial para fazer terapia no Brasil, segundo relatório da Talk Inc. Muitas pessoas buscam essa alternativa porque as plataformas de IA estão acessíveis a qualquer um com internet, a qualquer hora do dia. Já os profissionais de saúde mental muitas vezes não estão acessíveis 24 horas nem em pequenas cidades dos interiores do país. A IA também oferece anonimato, quebrando a barreira do estigma. Ela pode ser mais assertiva em diagnósticos do que os próprios médicos. Se o adolescente busca um nome para um conjunto de sintomas, a máquina pode fornecer uma resposta rápida, mas muitos problemas de saúde mental compartilham sintomas semelhantes. Daí a importância do olhar humano para separar o joio do trigo.
E quanto às causas de um sofrimento? A IA seria capaz de chegar às raízes dele? Faltam às máquinas algo essencial: emoções. Um dos aspectos mais transformadores e curativos da terapia é justamente a conexão verdadeira entre terapeuta e paciente. Isso nenhuma IA será capaz de fazer.
(“Os riscos ocultos da terapia via IA para adolescentes”. Disponível em: forbes.com.br/forbessaude/2025/08/arthur-guerra-os-riscos-ocultos-da-terapia-via-ia-para-adolescentes/. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
A psicoterapia com inteligência artificial: entre as vantagens e os riscos para o paciente
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