TEXTO I O século XIX cultiva a solidão em dois extremos da...
TEXTO I
O século XIX cultiva a solidão em dois extremos da sociedade: solidão sofrida, e mais ou menos vergonhosa, dos rejeitados pelo individualismo e pelo liberalismo; solidão reivindicada, e mais ou menos gloriosa, dos grandes espíritos autoproclamados do mundo intelectual. A época pratica o culto do grande homem, do ser excepcional, do gênio, do herói, e o grande homem, aquele que se distingue da massa, só pode ser solitário. Seu gênio faz dele um incompreendido, isolado por seu pensamento original dos mortais comuns. Para ser grande, é preciso ser diferente, único, até mesmo extravagante, logo, marginal e solitário.
(Adaptado de: MINOIS, George. História da solidão e dos solitários. Trad. de Maria das Graças de Souza. São Paulo: Editora Unesp, 2019)
TEXTO II
A ideia de que a vida plena tenha que ser social é antiga, clássica, greco-romana. A ideia de que a vida plena seja a vida interior é moderna: a justiça e a moral são questões que hoje nós resolvemos no foro íntimo, e não no fórum.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Sozinhos ou solitários? Folha de São Paulo, 30 de abril de 2015. Disponível em: https://folha.uol.com.br)
Com base nos Textos I e II, escreva um texto dissertativo-argumentativo, discutindo, de uma perspectiva crítica e objetiva, sua visão particular sobre o seguinte tema:
Solidão e experiência moderna
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