TEXTO 1 A internet revolucionou as nossas vidas. A forma...
TEXTO 1
A internet revolucionou as nossas vidas. A forma como nos comunicamos, acessamos informações e aprendemos transformou-se. Entre as muitas mudanças, as compras on-line ocupam um lugar de destaque, sobretudo pós-pandemia de covid-19. O que antes exigia sair de casa, procurar lojas e lidar com filas intermináveis, hoje está a um clique de distância. No entanto, se por um lado a facilidade de comprar on-line trouxe mais conforto e acessibilidade, por outro, aumentou as compras por impulso, o que acarreta vários riscos.
No ambiente on-line, o vício em compras pode intensificar-se devido à facilidade e conveniência que a internet oferece. Qualquer pessoa com um smartphone ou computador pode acessar lojas virtuais a qualquer momento, em qualquer lugar. Nelas, não há a sensação de julgamento ou desconforto que pode ocorrer numa loja física. Não há um vendedor que observa ou o olhar de um desconhecido, o que cria uma sensação de privacidade, permitindo que o comprador se entregue mais facilmente ao impulso.
(Filipa Jardim da Silva. Compras on-line: quando o hábito se transforma em vício e patologia compulsiva. https://saudebemestar.com.pt, 25.10.2024. Adaptado)
TEXTO 2
Comprar pelo celular deixou de ser alternativa e virou hábito. Em um cenário de rotinas cada vez mais aceleradas, os aplicativos de lojas ganharam protagonismo ao oferecer uma experiência simples, rápida e acessível — exatamente o que o consumidor brasileiro busca. É o que revela a pesquisa “Compras por aplicativos e redes sociais — 2025”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
De acordo com o levantamento, 80% dos brasileiros utilizaram aplicativos de lojas para comprar produtos ou serviços nos últimos 12 meses. Esse dado confirma que o aplicativo deixou de ser apenas um canal complementar e passou a ocupar o centro da jornada digital, especialmente entre consumidores que valorizam conveniência e economia de tempo.
A principal razão para a preferência pelos aplicativos é objetiva: praticidade e rapidez, citadas por 48% dos entrevistados. Em seguida, aparecem “melhores preços e ofertas” (44%), “não precisar sair de casa” (38%) e “facilidade de acesso” (28%).
Esses fatores ajudam a explicar por que o aplicativo se tornou o ambiente preferido para compras recorrentes e de menor complexidade. Em poucos toques, o consumidor compara preços, finaliza o pagamento e acompanha a entrega, tudo com praticidade.
Essa pesquisa revela que o consumidor brasileiro não escolheu os aplicativos por modismo, mas por eficiência. Eles oferecem exatamente o que se espera do consumo digital: rapidez, controle e conveniência.
(Alex Akira. Praticidade vence: 80% dos brasileiros compraram por aplicativos no último ano. https://cndl.org.br, 03.06.2026. Adaptado)
TEXTO 3
Atualmente, 80% das compras virtuais no Brasil são feitas pelo celular, em um mercado que movimenta R$ 258 bilhões por ano. Nesse cenário, a crise do endividamento no Brasil levanta a questão sobre o papel das compras por impulso no comércio on-line.
“Antigamente, nos espaços em que eu frequentava, o problema das compras compulsivas era só meu. Hoje, já vejo como algo geral”, conta Camila Nunes, que alerta sobre o tema em suas redes sociais. Na visão de Nunes, o cenário atual on-line prejudica muito os compulsivos. Ela conta que seu cérebro só a deixava em paz depois de comprar, e que muitos dos itens adquiridos serviam para lidar com a ansiedade.
A influenciadora diz que o tema é banalizado por varejistas, que divulgam conteúdos sugerindo que comprar é uma terapia. “Promoções, notificações e recomendações constantes aumentam a vontade de consumir o tempo todo, diminuindo o tempo de pensar antes de comprar. Quanto menor o tempo de análise, maior a chance de a decisão sair do controle e ir para a impulsividade”, pontua a educadora financeira e professora do Instituto de Desenvolvimento Educacional da Fundação Getulio Vargas (FGV-IDE) Ana Paula Hornos. “O ambiente on-line facilita muito a compra por impulso porque tudo é rápido e acessível. Com poucos cliques, a pessoa deixa de simplesmente desejar algo e parte para uma compra impensada”, explica.
(Matheus Gouvea de Andrade. Comércio on-line facilita compras por impulso e endividamento. www.dw.com, 05.05.2026. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Compras on-line: entre a praticidade e o incentivo ao consumo compulsivo
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