TEXTO I Jane Austen no cinema: diálogos e desafios Popular...
TEXTO I
Jane Austen no cinema: diálogos e desafios
Popular desde seus primeiros romances, Jane Austen, escritora inglesa do período da Regência, aparece como uma das autoras canônicas mais conhecidas pelo público atual. Esta popularidade deve-se, principalmente, à proliferação, ocorrida a partir dos anos 1970, de adaptações de seus romances para o cinema e televisão. A tecnologia global e o trabalho de marketing dessas leituras para outras mídias muito têm contribuído para a popularização da obra da autora. Defensores da democratização dos textos ficcionais de Austen argumentam que sua obra se encontra mais acessível a um maior número de leitores/ espectadores, o que concorre para uma educação para a leitura, principalmente de textos fundamentais da literatura ocidental. Discutem ainda que a interação entre artes torna-se elemento fundamental nesse processo. De fato, nas salas de aula norte-americanas, professores têm tido êxito no trabalho com os textos de Austen, após uma apresentação das adaptações diretas ou indiretas dos romances da autora para o público juvenil. As adaptações dos romances de Jane Austen para o cinema e televisão têm, ainda, oferecido a seus espectadores aspectos históricos do período da Regência, o que tem concorrido para que esse público, além de conhecer aquele contexto, possa, por meio de comparação ou contraste, pensar seu próprio momento e espaço.
FERREIRA, C. A. Jane Austen no cinema: diálogos e desafios. In: NIGRO, C. M. C.; SCHEEL, M. (Orgs). Entre Palavras e Imagens: Literatura, Cinema e Outras Artes. São José do Rio Preto: Cultura Acadêmica. 2015 (adaptado).
TEXTO II
De um lado, o cinema incorpora aquela dimensão formadora própria às várias formas de arte que cumprem um papel decisivo de educação (informal e cotidiana); de outro, ele pode se inscrever de forma mais sistemática no processo educativo, com interação direta com a fala do professor. O cinema que educa é o cinema que faz pensar, não só o cinema, mas as mais variadas experiências e questões que coloca em foco, ou seja, a questão não é “passar conteúdos”, mas provocar a reflexão.
XAVIER, I. Um Cinema que “Educa” é um Cinema que (nos) Faz Pensar. Revista Educação e Realidade. 33. jan/jun, 2008 (adaptado).
Considerando os textos apresentados, elabore um plano de aula interdisciplinar para estudantes do Ensino Médio, com duração de 30 minutos, incorporando os aspectos relativos ao ensino de literatura discutidos nos textos I e II. Sua proposta deve conter os tópicos a seguir.
• objetivo.
• objeto de aprendizagem de literatura inglesa.
• competência a ser desenvolvida pelos estudantes que explore a relação literatura e cinema.
• metodologia.
• atividade de avaliação. (valor: 10,0 pontos)
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