Texto ICom dificuldades históricas e estruturais, Brasil...
Texto I
Com dificuldades históricas e estruturais, Brasil vive impasses na construção de uma nação de leitores
A Revista PublishNews conversou com profissionais envolvidos na questão da leitura para entender os “erros” cometidos pela sociedade e pelos gestores públicos quando o assunto é formação de leitores. A percepção geral é de que os profissionais e pesquisadores conhecem muitas das respostas – sugeridas ou escancaradas em pesquisas, como a Retratos da Leitura. Algumas ideias são praticamente unanimidades: o papel da escola e da família é crucial para que crianças e adolescentes adquiram o hábito da leitura e se interessem por livros o quanto antes. A participação e formação de mediadores de leitura – com capacidade de atrair público, conhecimento sobre os livros e recursos financeiros disponíveis – é outro pilar que merece atenção. Capilaridade e condições sustentáveis para a produção, comercialização e distribuição dos livros, ou seja, o funcionamento saudável do mercado editorial, também entram na conta. Não é novidade para ninguém que o país enfrenta dificuldades estruturais e históricas relacionadas à cultura e à educação. Desde a divulgação da mais recente edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, em novembro de 2024, as manchetes chamaram a atenção para o fato de que, pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2006, há mais não leitores do que leitores no Brasil.
(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2025. Acesso em: janeiro de 2026. Fragmento.)
Texto II
Cultura da leitura em declínio e o avanço do “analfabetismo funcional” no Brasil
O hábito da leitura entre os brasileiros está em queda. Em um país com mais de 200 milhões de habitantes, o número de não leitores representa 53% da população. Hoje, o Brasil tem cerca de 93,4 milhões de leitores – quem leu ao menos um livro nos três meses anteriores –, que correspondem a 47% da população. O número é oito pontos percentuais menor do que o registrado em 2007, quando os leitores eram 55% dos brasileiros, segundo a sexta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro e Ministério da Cultura.
A queda, no entanto, não é apenas percentual. O estudo também aponta para uma diminuição da capacidade de concentração e compreensão, acendendo um alerta sobre o avanço do chamado analfabetismo funcional. A condição, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), abrange pessoas que até reconhecem letras e números, mas não conseguem interpretar textos simples e usar a leitura e a escrita no cotidiano, o que afeta o desenvolvimento pessoal e a plena cidadania.
Os dados da pesquisa indicam que, além da redução do hábito da leitura, houve declínio na compreensão do que se lê: 36% dos entrevistados admitiram ter alguma barreira de habilidade, como falta de concentração ou compreensão limitada. Além disso, a falta de paciência e de foco para a leitura saltou de 18% em 2007 para 40% em 2024. Para o professor do Departamento de Psicologia da Universidade Adventista de São Paulo (UNASP), Adauto Garcia Júnior, uma das explicações para o declínio da leitura é reflexo da informação instantânea, comum na internet e em especial nas redes sociais.
O prazer pela leitura também está em queda. Em contrapartida, o número de pessoas que afirmam não gostar do hábito cresceu de 22% para 29%. A pesquisa mostra ainda que há forte correlação com fatores socioeconômicos e educacionais, ou seja, pessoas com ensino superior e renda familiar mais alta têm maior afinidade com a leitura se comparadas àquelas com menos anos de escola e renda baixa.
(Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias. Acesso em: janeiro de 2026. Fragmento.)
Texto III
LEI Nº 15.100, DE 13 DE JANEIRO DE 2025
Art. 2º Fica proibido o uso, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante a aula, o recreio ou intervalos entre as aulas, para todas as etapas da educação básica.
§ 1º Em sala de aula, o uso de aparelhos eletrônicos é permitido para fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação dos profissionais de educação.
§ 2º Ficam excepcionadas da proibição do caput deste artigo as situações de estado de perigo, estado de necessidade ou caso de força maior.
(Disponível em: https://www.planalto.gov.br/. Acesso em: janeiro de 2026. Fragmento.)
Texto IV

Fontes do infográfico: 6ª edição da Pesquisa Retratos da Leitura (2024), Panorama de Consumo de Livros no Brasil (janeiro de 2025), Inaf, 2024.
(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2025. Acesso em: janeiro de 2026.)
A escola, juntamente com a família, tem papel fundamental na construção de leitores, contribuindo para a formação dos alunos enquanto cidadãos críticos. Contudo, com o passar dos anos, essa função tem ficado mais difícil. Nesse sentido, e, ainda, considerando os textos motivadores, redija uma dissertação sobre o tema:
“Os desafios da escola para a formação de jovens leitores”.
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