Texto 1 Brasil ki escola mĩ kanhgág vĩ kajrãnrãn vãsỹDécada...
Texto 1
Brasil ki escola mĩ kanhgág vĩ kajrãnrãn vãsỹ
Década tỹ 1950 kã Summer Institute of Linguistic (SIL) tóg Brasil ki ag rãnhrãj começa ke mũ, SPI - Serviço de Proteção aos Índios tỹ Kanhgág ag jo jãg nĩ kã. Prỹg tỹ 1957 kã Ursula Gojtéj Wiesemann fi vỹ ta ki ẽg vĩ tỹ rãnhrãj kã tĩ mũ, Kanhgág vĩ ti. Tỹ fi tóg missionária kar linguista nĩ, Alemanha tá ke fi vẽ. Kỹ fi tóg ẽg vĩ mỹ ortografia rán mũ. Tag kãpãn fi tỹ ser bíblia tỹ ẽg vĩ ki rán mũ gé kanhgág mỹ Topẽ vĩ kãmén jé. Período tag kã educação escolar indígena to política tóg bilinguismo de transição hã jé nỹ, fóg vĩ hã to gĩr gỹgỹ jé. Kỹ kanhgág vĩ tóg vé fóg vĩ jagtãn jé escola ra ge tĩ, portugues hã vỹ tỹ lingua oficial nỹ javo. Kanhgág kãsir tỹ fóg vĩ tó kinhrãg mũ kã pi ser ti vĩ pẽ tój mũ escola kãki. Gĩr tỹ kanhgág vĩ tó kamãg jé tóg mũ sir, ha mã.
Adaptado de: NASCIMENTO, Márcia. Revitalização e ensino de línguas indígenas no Brasil. In: Magali Mendesde Menezes et al. (Org.). Direitos Humanos em Debate: educação e marcadores sociais da diferença. 1ed. Porto Alegre: Cirkula, 2019, v. 01, p. 49-.
Ensino de línguas indígenas no Brasil no passado
Na decada de 1950, o Summer Institute of Linguistic (SIL) iniciou seu trabalho no Brasil, época em que o SPI – Serviço de Proteção aos Índios – era a Instituição indigenista. No ano de 1957, Ursula Gojtéj Wiesemann chega ao Sul para trabalhar com a língua Kaingang. Ursula era missionária e linguista, de origem alemã. Então ela escreveu uma ortografia para a língua Kaingang e, a partir disso, começou o trabalho de tradução da Bíblia para o Kaingang para explicar a palavra de Deus, evangelizar o povo. Nesse período, a política de educação escolar indígena estava voltada para o bilinguismo de transição que priorizava o ensino da língua portuguesa. Dessa forma, as línguas indígenas tinham a única função de facilitar a aprendizagem do português na escola, pois era a língua oficial do país. Assim que as crianças indígenas aprendiam o português, eram proibidas de falar a língua indígena no ambiente escolar.
Adaptado de: NASCIMENTO, Márcia. Revitalização e ensino de línguas indígenas no Brasil. In: Magali Mendesde Menezes et al. (Org.). Direitos Humanos em Debate: educação e marcadores sociais da diferença. 1ed. Porto Alegre: Cirkula, 2019, v. 01, p. 49-.
Texto 2
Constituição Federal 1988 ki kanhgág vĩ to direito
Art. 210, kã tóg sa, 1ª e 2ª tá tóg, Ensino Fundamental kãmĩ ẽg krẽ tóg ẽg vĩ ki vẽnh kanhrãn vén ge nĩ, kar kỹ tóg fóg vĩ ki kanhrãn mũ gé, ke tóg to sa. Kỹ ũri ẽg gĩr kanhrãn fã kãki ũ pi gĩr mỹ kanhgág vĩ tó tũg ra, ke mãn ma sir.
Gĩr kanhrãn fã, tỹ ẽg jamã kãmĩ nỹtĩ tag tóg ũri kanhgág kófa ag kanhró ẽn tỹ rãnhrãj mũ ha, gĩr mré, ag tỹ kinhra nỹtĩ jé, ag jãre ag kanhró ti. kỹ ag tỹ mogmog kỹ ag pi to mã'ãg mũ sir, ti tỹ kanhgág to, ti mỹ tóg tỹ ũn há nỹ, ti tỹ, tỹ kanhgág nĩ ti. Fóg ag pi ti kãfór nỹtĩ, ti mỹ.
Adaptado de: INÁCIO, Andila N. Vẽnh kanhrãn. In: Pensando a Educação Kaingang. Bergamaschi, M & Venzon, Rodrigo A. Pelotas: Editora Universitaria/UFPEl, 2010.
A Constituição Federal de 1988 e o direito das línguas indígenas
Art. 210. § 2º O ensino fundamental regular será ministrado em língua indígena portuguesa, assegurando às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de ensino aprendizagem.
A partir do exposto na Constituição de 1988, as escolas localizadas em Terra Indígena devem trabalhar os conhecimentos tradicionais dos anciãos com as crianças, para que elas aprendam sobre suas raízes, seus saberes. Assim, quando crescerem, não terão mais vergonha de sua identidade, pois compreenderão que ser indígena é bom e que a cultura dos não indígenas não é melhor como se pensa.
Adaptado de: INÁCIO, Andila N. Vẽnh kanhrãn. In: Pensando a Educação Kaingang. Bergamaschi, M & Venzon, Rodrigo A. Pelotas: Editora Universitaria/UFPEl, 2010.
Texto 1 kar 2 tojãn kar kãpãn vẽsóki texto dissertativo-argumentativo rán nĩ tema tỹ Brasil ki escola mĩ kanhgág vĩ kajrãnrãn - vãsỹ kar ũri to, ti desafio kar to ne tumẽj ke to kãmén nĩ. Texto régre tag kãki vẽnh jykre tỹ jagnẽ ki hã ke ẽn tugnỹm nĩ, ã tỹ ã jykre kãmén jé, ã jykre jagfy to féfén jé. Kanhgág vĩ tỹvĩn ki ã tóg texto tag rán kãn ke mũ.
Leia os textos 1 e 2 e, a partir dessa leitura, elabore um texto dissertativo-argumentativo com o tema “Ensino de Línguas Indígenas no Brasil - desafios e perspectivas”. O texto deve ser integralmente escrito em Língua Kaingang. Organize e relacione, de forma coerente e coesa, valores, opiniões, crenças, hipóteses e ideias a fim de defender o seu ponto de vista.
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