Em 2021, o Conselho Federal de Psicologia divulgou as...
Em 2021, o Conselho Federal de Psicologia divulgou as Referências Técnicas para a atuação de psicólogas(os) na Gestão Integral de Riscos, Emergências e Desastres, um documento relevante que apresenta as contribuições da psicologia para o manejo desses eventos. Nele, desastre é definido como “uma séria interrupção no funcionamento de uma comunidade ou sociedade causando uma grande quantidade de mortes, bem como perdas e impactos materiais, econômicos e ambientais que excedem a capacidade da comunidade ou sociedade afetada de fazer frente à situação mediante o uso de seus próprios recursos” (UNDRR, 2004, apud CFP, 2021, p. 17).
Desastres naturais ou provocados por ações humanas têm um impacto profundo tanto nas vítimas diretas quanto nas comunidades envolvidas. Além da destruição física, essas situações podem desencadear uma série de consequências psicológicas e emocionais. Os desastres “podem provocar medo, horror, sensação de impotência, confrontação com a destruição, com o caos, com a própria morte e\ou de outrem, bem como perturbação aguda em crenças, valores e significados.” (CFP, 2021, p. 17).
O enfrentamento de tais eventos exige um olhar atento às necessidades das pessoas afetadas, visando minimizar os danos e promover a recuperação. A atuação dos profissionais de psicologia, nesse contexto, se torna essencial para oferecer suporte emocional, ajudar na reorganização dos vínculos sociais e proporcionar estratégias para o enfrentamento dos traumas e desafios impostos por essas situações extremas.
A atuação da Psicologia em situações de riscos, emergências e desastres exige uma abordagem multifacetada e coordenada, que leve em consideração não apenas as intervenções psicológicas imediatas, mas também as demandas estruturais e sociais das comunidades afetadas. Dessa forma, “é preciso considerar que as ações devem ser integradas às redes de serviços públicos, especialmente da Defesa Civil, do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), de Segurança Pública, Educação, além da contribuição das iniciativas privadas e de voluntários” (CFP, 2021, p. 18). Essa integração é essencial para garantir a efetividade das intervenções, respeitando a complexidade dos desafios enfrentados pela população e promovendo uma recuperação sustentável e eficaz. Trata-se de pensar ações de curto, médio e longo prazo.
Segundo o IASC (2007), as intervenções em saúde mental e atenção psicossocial devem ser iniciadas nas primeiras horas após um desastre, com base em quatro níveis de intervenção.
Quais são os quatro níveis de intervenção a serem adotados nas primeiras horas após um desastre e quais ações devem ser realizadas em cada um deles?
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