Questões de Concursos Para PM SP - Polícia Militar de São Paulo - SP

 
 
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Paciente de 65 anos apresenta déficit neurológico focal há duas horas, sendo levado ao pronto-socorro com suspeita de AVC agudo. É realizada TC do encéfalo, que evidencia múltiplas lesões nodulares, localizadas predominantemente na junção substância cinzenta-branca, com realce anelar após contraste e extenso edema vasogênico perilesional.


Com base nos achados, assinale a alternativa correta.


A

A localização na junção substância cinzenta-branca é sugestiva de metástases hematogênicas.


B

O padrão de realce anelar favorece a possibilidade de granulomas como principal hipótese.


C

O edema perilesional extenso e desproporcional ao tamanho da lesão sugere abscesso cerebral por fungo.


D

As lesões descritas são compatíveis com evento isquêmico embólico em múltiplos territórios arteriais.


E

Metástases cerebrais raramente são múltiplas.

Em relação aos agentes de contraste à base de gadolínio utilizados na ressonância magnética, assinale a alternativa correta.


A

Agentes lineares são mais estáveis e apresentam menor risco de desenvolvimento de fibrose sistêmica nefrogênica.


B

A fibrose sistêmica nefrogênica pode ocorrer independentemente da função renal e não está relacionada ao tipo de agente utilizado.


C

Agentes macrocíclicos são mais estáveis e apresentam menor risco de deposição tecidual e fibrose sistêmica.


D

Agentes lineares e macrocíclicos possuem o mesmo risco de deposição tecidual e fibrose sistêmica.


E

Agentes lineares são preferenciais em pacientes com doença renal avançada devido ao seu melhor perfil de segurança.

Considere a figura a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


É correto afirmar que os números


A

1 e 4 correspondem, respectivamente, à artéria hepática direita e à artéria mesentérica superior.


B

3 e 5 correspondem, respectivamente, à artéria gastroduodenal e à artéria hepática própria.


C

2 e 3 correspondem, respectivamente, à artéria esplênica e à artéria gástrica direita.


D

1 e 5 correspondem, respectivamente, à artéria hepática própria e à artéria esplênica.


E

2 e 4 correspondem, respectivamente, à artéria hepática comum e à artéria gástrica direita.

Paciente submetido a bypass gástrico em Y de Roux há oito meses apresenta dor epigástrica em queimação, associada a náuseas. Endoscopia digestiva alta evidencia úlcera na região da anastomose gastrojejunal.


Em relação a esse quadro, é correto afirmar que


A

o uso de anti-inflamatórios não esteroidais e o tabagismo estão associados ao aumento do risco de úlcera marginal.


B

a ocorrência de úlcera marginal está relacionada predominantemente ao tamanho do reservatório gástrico, sem influência relevante de fatores clínicos.


C

o tratamento cirúrgico é a estratégia inicial mais apropriada na maioria dos casos sintomáticos.


D

a erradicação de Helicobacter pylori não modifica a evolução clínica após o diagnóstico.


E

a úlcera marginal corresponde a um tipo de úlcera péptica clássica, com fisiopatologia semelhante às úlceras duodenais.

Em relação à oclusão arterial aguda, é correto afirmar:


A

a síndrome do dedo azul manifesta-se tipicamente com cianose dolorosa e fria em associação com a ausência de pulsos pedais e resfriamento generalizado do pé.


B

a angiografia por tomografia computadorizada permite o diagnóstico preciso da gravidade da estenose e oferece a possibilidade simultânea de instituir terapia trombolítica ou angioplastia.


C

a dor associada à síndrome de compartimento agudo é habitualmente menos intensa que a dor da obstrução arterial intraluminal e melhora com o alongamento muscular passivo.


D

extremidades com isquemia irreversível apresentam perda sensorial profunda e paralisia, sendo indicadas para revascularização imediata visando evitar a necessidade de amputação maior do membro.


E

o compartimento anterior da perna apresenta maior sensibilidade à isquemia, sendo os déficits sensoriais no dorso do pé considerados sinais neurológicos precoces de insuficiência vascular.

Homem de 50 anos é internado com um quadro de uma semana de duração caracterizado por congestão nasal, rinorreia, tosse seca, febre, calafrios e mialgia. Ele estava começando a se sentir melhor até 48 horas atrás, quando apresentou recorrência de febre e calafrios, tosse produtiva com expectoração com traços de sangue e dor torácica pleurítica do lado direito. Ao exame físico: temperatura: 38,8 ºC; pressão arterial: 100 x 50 mmHg; frequência cardíaca: 110 bpm; frequência respiratória: 24 irpm. Radiografia de tórax: infiltrado em lobo médio de pulmão direito com uma pequena área de cavitação, bem como obliteração do ângulo costofrênico ipsilateral.


O tratamento antimicrobiano mais adequado é:


A

piperacilina/tazobactam e claritromicina.


B

ceftriaxona, azitromicina e vancomicina.


C

cefepima e doxiciclina.


D

levofloxacino e azitromicina.


E

oseltamivir, daptomicina e claritromicina.

Mulher de 72 anos, com diagnóstico recente de câncer de pulmão do tipo não pequenas células metastático, manifesta preocupação com dor nas costas na região torácica média que tem progredido lentamente ao longo de várias semanas. A dor piora ao espirrar e ao acordar pela manhã. Ela nega déficit neurológico. Ao exame físico: nota-se dor à palpação na linha média da região torácica posterior. A ressonância magnética mostra múltiplas lesões com aumento do sinal em T2 nos corpos vertebrais torácicos e lombares, compatíveis com doença óssea metastática. No corpo vertebral T10, observam-se uma lesão metastática com extensão epidural posterior, estenose do canal vertebral e leve compressão medular.


Nesse momento, qual é a terapia de escolha para essa paciente?


A

Radioterapia.


B

Citorredução urgente com carboplatina mais paclitaxel.


C

Corticosteroides em altas doses com redução gradual prolongada.


D

Descompressão cirúrgica.


E

Radiocirurgia estereotáxica baseada em acelerador linear.

Em relação à embolia pulmonar, é correto afirmar:


A

o acompanhamento clínico na primeira semana após a alta hospitalar é benéfico para reforçar a educação do paciente e identificar precocemente complicações hemorrágicas relacionadas.


B

em pacientes com probabilidade clínica baixa, intermediária ou alta, o uso do dímero-D ajustado pela idade reduz a necessidade de exames de imagem diagnósticos adicionais.


C

a venografia por tomografia computadorizada das extremidades inferiores deve ser obtida rotineiramente como adjunto à angiotomografia para aumentar a taxa de detecção de trombose venosa.


D

gestantes com suspeita de embolia e radiografia de tórax normal devem realizar cintilografia de perfusão em vez de angiotomografia computadorizada de baixa dose para reduzir a radiação.


E

a ecocardiografia transtorácica à beira de leito é útil para confirmar ou descartar trombos na circulação pulmonar em pacientes com estabilidade hemodinâmica inicial.

Paciente de 58 anos, assintomático, realiza ultrassonografia abdominal que evidencia pólipo único de vesícula biliar medindo 8 mm, de aspecto séssil, sem cálculos associados. Não há espessamento parietal.


Em relação à conduta, é correto afirmar que


A

a presença de pólipo menor que 10 mm não justifica intervenção cirúrgica, independentemente de outras características clínicas ou morfológicas.


B

a indicação de colecistectomia deve considerar fatores como idade, morfologia do pólipo e fatores de risco associados, mesmo em lesões menores que 10 mm.


C

pólipos sésseis apresentam menor risco de malignidade quando comparados aos pediculados, sendo preferível apenas seguimento.


D

o crescimento do pólipo ao longo do seguimento não modifica a conduta em lesões menores que 10 mm.


E

a ausência de sintomas exclui a necessidade de abordagem cirúrgica nesse contexto.

Em relação ao tratamento do diabetes melito tipo 2, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a conduta preconizada em diretrizes, baseada em estratificação de risco e individualização terapêutica.


A

Sulfonilureias continuam sendo a primeira escolha universal, por apresentarem maior potência hipoglicemiante e melhor perfil de segurança em longo prazo.


B

A escolha da terapia farmacológica deve considerar, além da HbA1c, a presença de doença cardiovascular aterosclerótica, insuficiência cardíaca, doença renal crônica e risco de hipoglicemia.


C

A metformina deixou de ter papel relevante como terapia inicial, devendo ser substituída por esquemas injetáveis mais potentes.


D

O tratamento farmacológico do diabetes tipo 2 deve ser definido pelo valor da glicemia de jejum, por ser o marcador mais reprodutível do controle metabólico.


E

A insulinoterapia basal deve ser iniciada em todos os pacientes com diagnóstico recente, independentemente do nível de hiperglicemia ou do estado clínico.

Paciente idoso, 77 anos, com osteoartrose avançada e uso frequente de anti-inflamatórios não esteroidais, procura a emergência após dois episódios de melena e uma lipotimia. Na chegada ao serviço, ao exame físico: palidez cutâneo mucosa, sudorese fria, orientado, ritmo cardíaco regular com frequência cardíaca de 108 bpm e pressão arterial de 94 x 60 mmHg, abdome flácido, doloroso à palpação profunda mesogástrica e sem dor à descompressão dolorosa. Após reposição volêmica inicial, realiza endoscopia digestiva alta, que evidenciou úlcera duodenal com vaso visível não sangrante.


Diante desse caso clínico, qual é a conduta correta?


A

Prescrever apenas protetor gástrico e transfundir hemácias profilaticamente.


B

Cirurgia imediata, porque a presença de vaso visível implica falha provável do tratamento clínico.


C

Tratamento endoscópico hemostático e inibidor de bomba de prótons por via intravenosa.


D

Suspender AINE e repetir endoscopia em 30 dias, sem necessidade de intervenção na urgência.


E

Alta com inibidor de bomba de prótons por via oral, já que não há sangramento ativo no momento da endoscopia.

Paciente, sexo feminino, 46 anos relata episódios de vertigem rotatória intensa, com duração de poucos segundos, desencadeados ao virar-se na cama ou ao estender o pescoço para pegar objetos no alto. Nega zumbido, plenitude auricular, hipoacusia ou deficit neurológicos.


Assinale a alternativa correta quanto ao diagnóstico associado.


A

Neurite vestibular.


B

Acidente vascular cerebral cerebelar.


C

Vertigem posicional paroxística benigna.


D

Labirintite bacteriana.


E

Doença de Ménière.

Sobre as causas de hemorragia digestiva baixa, assinale a alternativa correta.


A

A hematoquezia é uma manifestação mais comumente associada a neoplasias do cólon direito. Neoplasias do cólon sigmoide estão mais comumente associadas a anemia e sangue oculto nas fezes.


B

As angiectasias localizam-se predominantemente no cólon sigmoide e reto.


C

O uso de anti-inflamatórios não esteroidais não está associado a um aumento do risco de sangramento digestivo baixo.


D

A doença diverticular é uma das principais causas de sangramento digestivo baixo, no entanto, é clinicamente significativa apenas em até 15% dos pacientes.


E

A colite isquêmica não está associada a sangramento digestivo baixo, pois sua etiologia envolve a redução repentina de fluxo mesentérico.

Com base nesse quadro clínico, qual é a interpretação diagnóstica e estratificação prognóstica desse paciente?


A

Pneumonia viral leve, sem critérios de gravidade, podendo ser manejada em domicílio.


B

Insuficiência cardíaca descompensada com congestão pulmonar, sendo a tomografia inespecífica.


C

Pneumonia adquirida na comunidade com critérios de gravidade elevados, com escore CURB-65 ≥ 3, indicando necessidade de internação hospitalar.


D

Tromboembolismo pulmonar com infarto pulmonar, sendo a consolidação inespecífica.


E

Pneumonia adquirida na comunidade de baixo risco, com indicação de tratamento ambulatorial.

Criança pré-púbere, sexo masculino, dá entrada no pronto-socorro à noite com história de dor em região genital do lado direito de início agudo (há 3 horas da admissão no pronto-socorro). Ao exame clínico, observa-se testículo direito elevado e lateralizado em relação ao contralateral. A dor impede uma avaliação mais adequada por palpação.


Diante do exposto, entre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta a hipótese diagnóstica e a conduta a ser seguida corretas para o caso.


A

Hérnia inguinocrural; iniciar jejum para tratamento cirúrgico.


B

Dor escrotal aguda; aguardar manhã seguinte para realizar exame de ultrassonografia escrotal, pois esse exame não é disponível à noite e o exame físico é inconclusivo.


C

Torsão testicular; cirurgia imediata.


D

Orquite viral por vírus de caxumba; isolamento respiratório e tratamento sintomático.


E

Traumatismo testicular; suspensório escrotal, gelo e tratamento sintomático.

Com relação à disfunção de múltiplos órgãos e sistemas (DMOS) no paciente crítico, é possível afirmar, corretamente, que o escore SOFA 2.0


A

admite, em contextos específicos, a utilização da relação SpO2/FiO2 como substituto da relação PaO2/FiO2, quando a gasometria arterial não estiver disponível.


B

passou a utilizar critérios compostos envolvendo plaquetas, INR e fibrinogênio para aumentar a sensibilidade diagnóstica de coagulopatia associada à sepse.


C

incorporou formalmente o domínio gastrointestinal, utilizando intolerância à dieta enteral e pressão intra-abdominal como marcadores de gravidade orgânica.


D

substituiu a escala de coma de Glasgow por escalas simplificadas de sedação e delirium, visando maior aplicabilidade em pacientes críticos sedados.


E

aboliu o uso de dose de drogas vasoativas, priorizando a pressão arterial média e o lactato arterial para avaliação do domínio cardiovascular.

Mulher de 27 anos está internada em Unidade de Terapia Intensiva devido exacerbação grave de asma. Exame físico: peso predito pela altura de 65 kg. Encontra-se em uso de sedação e analgesia com RASS-5 e BPS 3, em ventilação mecânica no modo controlado a volume com fluxo em onda quadrada, volume corrente de 500 mL, tempo inspiratório de 1 segundo, PEEP 5 cmH2O, pressão de platô 20 cmH2O, pressão de pico 40 cmH2O, pressão na via aérea após 2 segundos de pausa expiratória 17 cmH2O.


Sobre a monitorização ventilatória, é correto afirmar que a paciente apresenta


A

hiperinsuflação pulmonar com aumento da resistência inspiratória de via aérea e complacência pulmonar estática normal.


B

hiperinsuflação pulmonar com resistência inspiratória de via aérea e complacência pulmonar estática normais.


C

hiperinsuflação pulmonar com aumento da resistência inspiratória de via aérea e redução da complacência pulmonar estática.


D

ausência de hiperinsuflação pulmonar, aumento da resistência inspiratória de via aérea e redução da complacência pulmonar estática.


E

ausência de hiperinsuflação pulmonar, resistência inspiratória de via aérea e complacência pulmonar estática normais.

A Secretaria Municipal de Saúde de uma localidade com forte presença industrial e agrícola analisa os dados epidemiológicos consolidados de 2024 para ajustar o planejamento das ações de vigilância. O município registrou um aumento expressivo de notificações de arboviroses, acidentes de trabalho e intoxicações por agrotóxicos. Diante da necessidade de subsidiar intervenções estratégicas em territórios de maior vulnerabilidade, a equipe técnica revisa o cálculo e a interpretação dos indicadores de nível de saúde da população.


Considerando os conceitos, as fórmulas e as aplicações dos indicadores de saúde no Brasil, é correto afirmar:


A

a prevalência da dengue em surtos urbanos mensura o risco de adoecimento da população ao dividir casos novos pelo total de habitantes da região.


B

a razão de mortalidade materna correlaciona o número de óbitos de mulheres em idade fértil com o total de gestantes acompanhadas no pré-natal.


C

a taxa de ataque em epidemias representa a soma da prevalência pontual com a incidência acumulada registrada durante o monitoramento dos serviços municipais.


D

o coeficiente de incidência de intoxicações exógenas correlaciona o número de casos novos suspeitos com a população exposta ou potencialmente exposta no período.


E

o coeficiente de incidência de acidentes de trabalho utiliza a população economicamente ativa ocupada como denominador para mensurar o risco de novos agravos.

Homem de 68 anos encontra-se em internação na Unidade de Terapia Intensiva por pneumonia adquirida na comunidade em uso de antibióticos. Evolui com diarreia aquosa, 8 episódios por dia, dor abdominal difusa e distensão abdominal progressiva. Exame físico: PA: 92 x 58 mmHg; FC: 118 bpm; T: 38,5°C; abdome distendido e com dor difusa à palpação, sem sinais de irritação peritoneal.


Em face do exposto, a conduta deve ser


A

iniciar vancomicina via enteral.


B

realizar PCR para Clostridioides difficile, para confirmação diagnóstica.


C

iniciar metronidazol via enteral.


D

realizar colonoscopia para confirmação diagnóstica.


E

iniciar vancomicina via intravenosa.

Homem de 45 anos encontra-se em internação na Unidade de Terapia Intensiva após trauma cranioencefálico grave há 48 horas. TC de crânio: edema cerebral difuso. Evolui com coma aperceptivo sem sedação e analgesia e ausência de reflexos de tronco cerebral. É realizado teste de apneia durante 7 minutos, período no qual não houve movimentos respiratórios. Gasometria arterial pré-teste: pH 7,38; pCO2 38 mmHg; pO2 210 mmHg. Gasometria arterial pós-teste: pH 7,21; pCO2 57 mmHg; pO2 140 mmHg.


A interpretação correta do teste de apneia desse paciente é:


A

teste inconclusivo, pois o tempo mínimo de observação deve ser de 10 minutos.


B

teste positivo, pois não houve movimentos respiratórios na vigência de pCO2 acima de 55 mmHg.


C

teste inconclusivo, pois é necessário que a pO2 após o teste mantenha-se acima de 200 mmHg.


D

teste inconclusivo, pois não se alcançou diferença mínima de 20 mmHg entre pCO2 pré e pós-teste.


E

teste positivo, pois não houve movimentos respiratórios na vigência de pO2 abaixo de 200 mmHg.

 
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