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A correta avaliação clínica é importante e antecede qualquer procedimento cirúrgico odontológico em pacientes pediátricos. Além disso, o cirurgião-dentista deve-se atentar para os princípios cirúrgicos básicos, como necessidade e época ideal da cirurgia, diagnóstico correto, biossegurança, assepsia e antissepsia, instrumental e técnicas adequadas para criança. O preparo psicológico da criança e dos pais diminui a ansiedade e o medo e favorece uma cirurgia sem intercorrências. Em casos de dente decíduo com lesão cariosa profunda causando extensa destruição coronária, assintomático e com presença de alveólise, a exodontia está
indicada, uma vez que o paciente apresenta um risco de sepse importante devido à lesão cariosa.
contraindicada, uma vez que será possível tratamento restaurador independente da perda óssea alveolar.
contraindicada, uma vez que o paciente apresenta um risco de sepse importante devido à lesão cariosa.
indicada, uma vez que não será possível tratamento restaurador e o paciente já apresenta perda óssea alveolar.
Urgência e emergência são conceitos que, embora indiquem necessidade de atendimento rápido ao paciente, apresentam significados distintos. Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de urgência odontológica.
Reação anafilática ao anestésico local
Hemorragia grave após exodontias múltiplas
Drenagem de abscesso periapical odontogênico
Obstrução das vias aéreas por aspiração de um grampo
Uma paciente 45 anos de idade, melanoderma, compareceu ao consultório odontológico para atendimento de rotina. Ao exame intrabucal, não foram evidenciadas alterações dentárias ou em mucosas. Os sinais vitais aferidos foram FC = 84 bpm, FR = 21 irpm e SatO2 = 99%. Durante a avaliação da radiografia periapical anterior inferior desta paciente, foram observadas lesões osteolíticas, de limites regulares, associadas ao periápice dos dentes 31, 32 e 41. Os dentes apresentaram resposta positiva ao teste de sensibilidade pulpar e negativa ao teste de percussão vertical.
Qual o diagnóstico clínico da condição evidenciada nesne exame radiográfico?
Displasia cemento-óssea periapical
Periodontite apical assintomática traumática
Displasia cemento-óssea florida
Periodontite apical assintomática infecciosa
A ressonância magnética é um exame por imagem que permite avaliação detalhada de algumas lesões ou alterações que acontecem na cavidade bucal, sem utilizar radiação ionizante. Esse exame está mais bem indicado para o processo de diagnóstico e planejamento cirúrgico do
queratocisto odontogênico.
ameloblastoma folicular.
osteossarcoma condroblástico.
carcinoma mucoepidermoide.
Considerando que, durante a odontogênese, as estruturas periodontais cemento, ligamento periodontal e osso alveolar, importantes para a inserção ou sustentação dos dentes, são formadas simultaneamente ao processo de rizogênese, assinale a alternativa que apresenta o tecido embrionário que dá origem aos tecidos periodontais de sustentação.
Retículo estrelado
Folículo dentário
Papila dentária
Epitélio reduzido do esmalte


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O uso dos anestésicos articaína e prilocaína é contraindicado para pacientes em gestação porque podem causar
metaemoglobinemia.
mal formações embrionárias
contrações uterinas.
complicações respiratórias.
Qual o tratamento indicado para a alteração periapical identificada no exame radiográfico dessa paciente?
Pulpotomia
Pulpectomia
Ajuste oclusal
Drenagem intracanal
De acordo com Pell e Gregory, terceiros molares inferiores localizados totalmente dentro do ramo da mandíbula, com a face oclusal abaixo da linha cervical do segundo molar, devem ser classificados como
Classe III, posição B.
Classe II, posição B.
Classe III, posição C.
Classe II, posição C.
Assinale a alternativa que indica os medicamentos que devem ser suspensos temporariamente a fim de evitar o agravamento do quadro do paciente.
Metformina e losartana
Losartana e ceftriaxona
Ceftriaxona e metformina
Claritromicina e ceftriaxona
Para a realização da frenectomia, a paciente receberá anestesia local com lidocaína a 2%. Qual é a quantidade máxima de tubetes anestésicos que poderão ser utilizados nesse procedimento cirúrgico?
2,5
3
3,5
4


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Considere que um paciente tenha recebido o diagnóstico sorológico de hepatite B e que, ao questionar o médico infectologista sobre a possível forma de contaminação, este lhe explicou que a transmissão pode ter acontecido durante a realização de algum procedimento da área de saúde. O paciente recordou ter realizado apenas uma exodontia havia 12 dias e, dessa forma, inferiu que a transmissão do vírus aconteceu durante o procedimento odontológico. O exame sorológico realizado apresentou o seguinte resultado: HBsAg + (positivo), Anti-HBc total + (positivo), Anti-HBc IgM – (negativo), AntiHbs – (negativo). Após análise do exame, o infectologista informou ao paciente que a doença estava na fase crônica e, possivelmente, a transmissão não aconteceu durante o atendimento odontológico realizado há 12 dias. Diante desse caso, assinale a alternativa que contém o parâmetro sorológico utilizado para descartar a possibilidade de o paciente ter sido infectado recentemente durante o atendimento odontológico realizado?
HBsAg +
Anti-HBc total +
Anti-HBc IgM -
Anti-Hbs -
Um paciente oncológico com adenocarcinoma pancreático metastático apresentou perda de peso superior a 10% em 6 meses, inflamação sistêmica persistente, anorexia, fadiga e perda acelerada de massa muscular, mesmo com ingestão alimentar aparentemente adequada.
Considerando os mecanismos fisiopatológicos da caquexia associada ao câncer e os princípios de avaliação e abordagem nutricional nesse caso, assinale a alternativa correta.
A caquexia envolve hiperatividade metabólica, inflamação crônica e alterações hormonais, tornando necessária uma abordagem multimodal (nutrição, exercícios e suporte medicamentoso).
A caquexia é predominantemente causada por baixa ingestão alimentar, sendo reversível apenas com oferta nutricional aumentada.
A suplementação hipercalórica isolada é suficiente para reverter o quadro de caquexia, desde que a ingestão energética se torne adequada.
O aumento expressivo de tecido adiposo é comum na caquexia, justificando restrição energética para evitar complicações metabólicas.
No caso de paciente com lúpus, em uso prolongado de corticoide, que evolui com dislipidemia, ganho de peso e osteopenia, qual é a orientação nutricional prioritária?
Controle calórico e adequação de cálcio e vitamina D
Restrição de cálcio alimentar
Aumento de carboidratos simples
Exclusão total de lipídios
Considere um paciente com DRC estágio 4, não dialítico, com fósforo sérico elevado e hiperparatireoidismo secundário. Nesse caso, segundo as recomendações nutricionais para controle do fósforo, qual é a medida mais adequada?
Aumentar consumo de leites vegetais industrializados, pois não contêm fósforo biodisponível.
Reduzir alimentos com aditivos fosfatados, pois possuem alta biodisponibilidade.
Priorizar carnes processadas, pois possuem menor fósforo que carnes frescas.
Evitar frutas e verduras, pois são fontes relevantes de fósforo.
Um paciente de 59 anos de idade, portador de DRC estágio 4 (TFG 22 mL/min), buscou atendimento apresentando hiperfosfatemia (P 6,1 mg/dL), potássio 5,3 mEq/L e bicarbonato 18 mEq/L. Referiu dieta rica em carnes processadas, leguminosas e refrigerantes tipo cola. Informou uso de IECA e quelante de fósforo à base de carbonato de cálcio. Foi mantido em acompanhamento para possível início de terapia renal substitutiva.
De acordo com as diretrizes KDIGO e BRASPEN para dietoterapia na DRC, qual é a conduta nutricional mais adequada nesse caso?
Aumentar ingestão proteica para 1,4 g/kg/dia com o objetivo de compensar o catabolismo da doença.
Manter consumo de leguminosas e reduzir apenas sódio, já que fósforo e potássio são pouco influenciados pela dieta.
Suspender o uso de quelantes e priorizar apenas hidratação livre, pois a excreção renal residual ainda está preservada.
Restringir fósforo e potássio da dieta, priorizar proteínas de alto valor biológico em quantidade moderada (de 0,6 a 0,8 g/kg/dia) e reforçar a alcalinização alimentar para correção parcial da acidose.


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Um paciente acolhido em centro de atenção psicossocial (CAPS) apresenta esquizofrenia, uso crônico de antipsicóticos, ganho ponderal rápido e dislipidemia.
Considerando o cuidado integral no SUS, a conduta nutricional mais adequada para esse paciente é
dieta hipocalórica restrita com metas rígidas.
suspensão do acompanhamento nutricional.
intervenção alimentar gradual integrada ao projeto terapêutico singular.
encaminhamento exclusivo à atenção terciária.
Ritalina e Risperdal pertencem a qual classe farmacológica, respectivamente?
Estimulante do sistema nervoso central e antipsicótico de primeira geração
Antipsicótico de primeira geração e antipsicótico de segunda geração
Estimulante do sistema nervoso central e antipsicótico típico
Estimulante do sistema nervoso central e antipsicótico de segunda geração
A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é um sistema utilizado para avaliação do estado físico do paciente antes de procedimentos cirúrgicos. Qual é a classificação da paciente assistida, de acordo com o sistema ASA?
ASA I
ASA II
ASA III
ASA IV
No caso de um paciente com sepse que apresenta PCR elevada, ferritina 1.200 ng/mL, albumina 2,4 g/dL, perda de força muscular evidente e IMC de 27 kg/m², a interpretação nutricional correta é
desnutrição mascarada por inflamação.
estado nutricional preservado.
hiperproteinemia inflamatória.
obesidade com bom prognóstico nutricional.
Uma paciente de 54 anos de idade, com obesidade grau I (IMC 33 kg/m²), foi internada em UTI com quadro de sepse e em uso de ventilação mecânica. Foi necessário iniciar nutrição enteral devido à intubação.
Segundo protocolos brasileiros da Associação Brasileira de Nutrição Enteral e Parenteral (BRASPEN), qual estratégia é mais adequada no início do suporte dietoterápico dessa paciente?
Iniciar a dieta com volume alvo total nas primeiras 6 horas para atingir rapidamente o aporte calórico.
Suspender toda nutrição enteral até resolução completa do quadro infeccioso.
Começar com oferta progressiva (20% a 30% das metas) nas primeiras 24 horas – 48 horas e ajustar conforme tolerância gastrointestinal.
Utilizar fórmula hipercalórica e hiperproteica, que é a primeira escolha para todos os pacientes críticos obesos.


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