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Releia: “ É por isso que uma cidade do interior é muito...

No ranking de 191 países o Brasil está em 125º lugar, mesmo com os inúmeros projetos e campanhas em andamento

A saúde é considerada, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma condição de bem­-estar físico, psíquico e social. A promoção da saúde depende das condições de habitação, lazer, salário, água, esgoto e uma série de outros requisitos e ações. No Brasil, esse problema está relacionado a um desenvolvimento urbano equivocado e ao problema da distribuição de renda, que é uma das piores do mundo.

Adib Jatene, ex­-secretário de Saúde do estado de São Paulo e ministro da Saúde por duas vezes ­ durante o governo Collor e no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, opina que “apesar dos problemas, é preciso reconhecer que o setor de saúde se organizou no Brasil. Não tenho dúvida ao dizer que talvez seja o único do país com políticas públicas absolutamente claras e estabelecidas. O problema da saúde no país não é a ausência de recursos de alta tecnologia ou profissionais competentes, porque isso nós temos. O nosso desafio é oferecer o acesso à saúde principalmente às populações de baixa renda”.

Jatene levanta a questão a respeito de que os profissionais de saúde não moram onde vive a grande massa da população que necessita deles, enfatizando: “por quê? porque tivemos um desenvolvimento urbano equivocado, e então não existe diversificação profissional e social, principalmente na periferia das grandes áreas metropolitanas. É por isso que uma cidade do interior é muito melhor que a periferia das grandes cidades, pois lá existe diversificação profissional e social”.

A OMS, tendo como base a qualidade da saúde pública oferecida aos seus cidadãos, classificou o Brasil em 125º lugar no ranking mundial entre 191 países. Nessa lista, o País perde até para a Bósnia e Líbano e se iguala ao Egito. Esta realidade é diariamente comprovada pelas filas dos ambulatórios e hospitais públicos nas quais se acotovelam os que precisam de cuidados médicos.

Todavia, especialistas afirmam que o problema não decorre somente da falta de dinheiro, pois o Ministério da Saúde conta com um orçamento da ordem de R$ 26 bilhões, que é dividido entre os 6,5 mil hospitais integrantes da rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Infelizmente todo esse investimento não impede que o cidadão acabe apelando até para o curandeirismo e outras práticas pouco recomendáveis (mães­ de­ santo, benzedeiras, garrafeiros etc.), para complementar o atendimento médico-­hospitalar.

Mário Cândido de Oliveira Gomes, especialista em doenças infecciosas e parasitárias, destaca que “a saúde oferecida pelo Estado apresenta dois extremos: de um lado, números de fazer inveja ao primeiro mundo, como 0,9 tomógrafos por habitante, enquanto os britânicos 0,7. O Departamento de Urologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) conta com o mais moderno bisturi elétrico do mundo e com um robô que atende a comandos de voz, equipamentos somente encontrados na Alemanha e Estados Unidos”.

Gomes salienta ainda que “o SUS tem milhões de defeitos, porém, apesar dos problemas e da vergonhosa classificação do Brasil no ranking da OMS, é fato que a qualidade da saúde do brasileiro melhorou muito na última década, permitindo prever, afastada a corrupção, a indolência e a má vontade de certos setores da saúde, um progresso ilimitado”.

Enquanto isso, o senador Osmar Dias (PDT­-PR) denunciou recentemente no Congresso que “a arrecadação cresce, mas o governo investe cada vez menos” e ironizou, destacando que “se o governo não investe em saúde, em educação, não está cumprindo sua função social e deve ser desapropriado”. O representante paranaense informou que os investimentos per capita em saúde são menores que há dez anos e que somente dez estados aplicam 12% de seus recursos na área, como manda a Constituição. Segundo o senador, no Paraná, considerado um “estado rico”, 70% dos municípios têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional.

Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PDT­-DF) criticou a ausência de estratégias de médio e longo prazo do governo. A senadora Heloísa Helena (PSO-L­AL), por sua vez, disse que, dos R$ 2,5 bilhões previstos no orçamento de 2005 para investimentos em saúde, até agora não foram liberados sequer R$ 60 milhões.

A diversidade de informações dentro do contexto de saúde pública é enorme. Cidades do Brasil selecionou algumas dessas apreciações, destacando inclusive algumas doenças que têm se constituído em preocupação constante das autoridades médicas. Também enfoca o problema da aranha marrom, o Programa Saúde da Família, o Sistema Nacional de Vigilância da Saúde, a destacada participação brasileira em feira médica recentemente realizada na Alemanha, as células-­tronco e a lei brasileira de biossegurança. Tudo no intuito de melhor informar os leitores.


http://cidadesdobrasil.com.br/cgi­cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=27&newcod=1020

Releia: “ É por isso que uma cidade do interior é muito melhor que a periferia das grandes cidades, pois lá existe diversificação profissional e social” . Segundo a regra gramatical, a concordância com o verbo grifado é:

A

Uma exceção, pois o verbo existir com o sentido de existir é impessoal.


B

Obrigatória, devendo o verbo concordar com todos os núcleos do sujeito, portanto, a frase está em conformidade com o padrão.


C

Optativa, pois pode concordar com o núcleo do sujeito mais próximo ou com os dois núcleos do sujeito, portanto, a frase está de acordo com o padrão.


D

Obrigatória, devendo o verbo concordar com todos os núcleos do sujeito, portanto, a frase não está em conformidade com o padrão.


E

Obrigatória, devendo o verbo concordar apenas com o núcleo mais próximo do sujeito, portanto, a frase está de acordo com o padrão.