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As expressões adversas (linha 32) e mais suscetível (linha...

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.

Estresse Infantil

  1. Natação, inglês, equitação, tênis, futebol. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal
  2. saíram da pré-escola e já cumprem agendas de “miniexecutivo”, com compromissos que se estendem ao
  3. longo do dia. A ________ dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos e
  4. superpreparados para o competitivo mundo moderno. O preço que se paga por tanto esforço, porém, pode
  5. ser ____. Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de gente grande, o estresse.
  6. “É uma troca que não vale a pena”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró. “Frequentemente essa rotina
  7. impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais ela não está
  8. neurologicamente capacitada.”
  9. Dos poucos estudos brasileiros sobre estresse infantil, se destaca um levantamento realizado pela
  10. pesquisadora Ana Maria Rossi. A pesquisa revelou que oito a cada dez casos em que os pais buscam ajuda
  11. profissional para seus filhos por causa de alterações de comportamento têm sua origem no estresse. “O
  12. estresse é uma reação natural do nosso corpo, o problema é esse estímulo atingir níveis muitos elevados
  13. ou se prolongar por longos períodos”, diz Ana Maria.
  14. Para ajudar pais e profissionais de saúde a identificar quando há risco, cientistas de Harvard
  15. propuseram uma divisão: o estresse positivo, aquele em que há pouca elevação dos hormônios e por pouco
  16. tempo; o tolerável, caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornada quando a criança
  17. recebe ajuda; e o tóxico, o que deve ser combatido, ligado à estimulação prolongada do organismo, sem
  18. que a criança tenha alguém que a ajude a lidar com a situação. Quando exposto a quantidades muito
  19. grandes dos hormônios do estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação. Cai a imunidade,
  20. deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até
  21. mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado
  22. Mas o que tem tirado as crianças do eixo tão prematuramente? No estudo realizado pelo Isma-BR,
  23. em primeiro lugar aparecem a crítica e a desaprovação dos pais, seguidas pelo excesso de atividades, o
  24. bullying e os conflitos familiares. Encontrar reações físicas intensas, mas sem nenhuma doença de fundo
  25. não é mais novidade para os médicos. “Cefaleias e dores abdominais causadas por estresse são as
  26. queixas mais comuns”, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria.
  27. Outro perfil que se tornou comum nos consultórios é o da criança estressada pela superproteção
  28. dos pais. São os “_______ mandões”, como apelidou a psicopedagoga Edith Rubinstein. “Esses meninos e
  29. meninas têm muita voz dentro de casa e dificuldade de lidar com o esforço”, diz a especialista. Não deixar a
  30. criança aprender a contornar situações difíceis é extremamente prejudicial. Isso porque uma característica
  31. importante para evitar os quadros de estresse tóxico é justamente a ________ – a capacidade de a pessoa
  32. se adaptar e sair de situações adversas. “Quando a criança é sempre tirada pelos pais do apuro, ela não
  33. desenvolve essa habilidade e se torna mais suscetível ao estresse”, diz a psicanalista infantil Ana Olmos.
  34. Com a evolução científica, o que se tem constatado é que não só no comportamento as reações ao
  35. estresse são distintas. “O estresse é um fator de risco importante para a grande maioria das doenças
  36. mentais”, diz Guilherme Polanczyk, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. “E seu efeito
  37. sobre o organismo é bem maior em sistemas menos maduros, como o das crianças.” “Quanto mais estresse
  38. na infância, maior a chance de se ter alterações físicas e psicológicas quando adulto”, disse à ISTOÉ
  39. Sandra Graham-Bermann, autora da pesquisa.
  40. Estresse e transtornos mentais também vêm juntos quando falta diagnóstico. Foi o que ocorreu com
  41. o psiquiatra Jorge Simeão, 38 anos. Sem saber o que tinha, ele sofreu durante toda a sua adolescência e
  42. juventude. Muitos o consideravam distraído, que não se preocupava com os outros. Foi preciso se formar
  43. na faculdade como médico psiquiatra para Simeão finalmente descobrir que os traços de comportamento
  44. que o acompanhavam não eram uma falha de caráter, mas uma alteração no funcionamento do seu
  45. cérebro. Ele tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
  46. Ainda há poucas ações voltadas para a saúde mental infantil, mas algumas já demonstram bons
  47. resultados. Edmara de Lima, coordenadora pedagógica da Prima Escola Montessori, em São Paulo, orienta
  48. uma dessas. Observamos as crianças sob três ângulos: primeiro analisamos o corpo, depois a inteligência e
  49. por último as questões emocionais.
  50. Nem todos, porém, têm a sorte de receber um diagnóstico precoce. Daí advêm as complicações.
  51. “Podemos fazer um paralelo entre os transtornos mentais e a diabete. Em ambos, você não vai curar a
  52. pessoa, mas quanto mais cedo é a intervenção, maiores as chances de reduzir seus impactos”, avalia o
  53. psiquiatra Christian Kieling. “A lacuna entre quem tem algum transtorno mental e aqueles que recebem o
  54. atendimento especializado é muito grande”, avalia Dévora Kestel, assessora regional de Saúde Mental da
  55. Organização Panamericana de Saúde (Opas). No Brasil, o governo federal planeja os primeiros passos.
  56. “Estamos começando a pensar uma política integrada entre os ministérios para cuidar da saúde mental na
  57. infância”, informou Paulo Bonilho, coordenador nacional de Saúde da Criança do Ministério da Saúde.
  58. Medida mais que necessária para desarmar a bomba-relógio do estresse infantil.

(FONTE: Monique Oliveira, http://www.istoe.com.br/reportagens,24.Fev.2012 – Texto Adaptado)

As expressões adversas (linha 32) e mais suscetível (linha 33), sem causar alteração de sentido ou necessidade de ajuste na estrutura das respectivas frases, poderiam ser substituídas, respectivamente, por:


A

desfavoráveis – melindrosa


B

diferentes – hostil


C

inversas – habituada


D

diversas – adaptável


E

favoráveis – receptiva