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De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e levando...

Leia o texto abaixo para responder às questões de 6 a 10.


O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu apertar o cerco contra a publicidade infantil. A partir de 1º de março, o órgão vai incluir uma nova restrição no código que regulamenta o setor. Agora, a ideia é barrar também as ações de merchandising que tenham crianças e jovens como alvo, bem como a participação destas nesse tipo de peça publicitária. O Conar já previa restrições com a publicidade infantil em geral.

A seção 11 do Código ganhará três novos tópicos referentes à questão do merchandising. “Este Código condena a ação de merchandising ou publicidade indireta contratada que empregue crianças, elementos do universo infantil ou outros artifícios com a deliberada finalidade de captar a atenção desse público específico, qualquer que seja o veículo utilizado”, afirma o texto do artigo 3º, uma das novas inclusões.

Segundo o órgão, a mudança partiu de uma solicitação da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), tendo em vista que o público infantil pode “enfrentar maior dificuldade para identificar manifestações publicitárias em conteúdos editoriais”.

A decisão foi tomada no fim do ano passado, mas só foi divulgada agora. O anúncio ocorre na mesma semana em que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), decidiu vetar uma lei estadual que limitava a publicidade de comida “pouco saudável” dirigida a crianças. “Compete à lei federal estabelecer meios que garantam à pessoa a possibilidade de se defender da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde”, afirmou Alckmin. Neste caso, a autorregulamentação já previa veto a ações de merchandising de alimentos, refrigerantes e sucos em programas dirigidos a crianças.

O presidente do Conar, Gilberto Leifert, afirma que o objetivo não é barrar totalmente a exposição das crianças à publicidade. “O consumo é indispensável à vida das pessoas e entendemos a publicidade como parte essencial da educação. Privar criança e adolescente do acesso à publicidade é limitar seu raciocínio, pois cidadãos responsáveis e consumidores conscientes dependem de informação nos dias de hoje”, diz Leifert, em nota à imprensa.


O Estado de S. Paulo (2013). “Conar limita ações de merchandising para crianças”. Adaptado.

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e levando em consideração o terceiro e o quarto parágrafos do texto e as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos, assinale a alternativa correta.


A

No terceiro parágrafo e na expressão “pouco saudável”, do quarto parágrafo, as aspas indicam uma intenção irônica do autor, ao passo que no fragmento “Compete à lei federal (...)” elas revelam citação de discurso alheio.


B

É possível a substituição de “garantam à pessoa a possibilidade de se defender” por “garantam a pessoa à possibilidade de se defender”, sem que haja prejuízo para o sentido ou para a correção gramatical do trecho.


C

O trecho “a possibilidade de se defender da propaganda” pode ser substituído por “a possibilidade de defesa à propaganda”, sem que haja prejuízo para a correção gramatical ou para o sentido.


D

O trecho “que possam ser nocivos à saúde” pode ser substituído por “cujo o efeito possa ser nocivo à saúde”, sem que haja prejuízo para a correção gramatical ou para o sentido.


E

O verbo “Compete” pode ser substituído por “Cabe” ou “Assiste”, sem que haja prejuízo para a correção gramatical ou para o sentido do trecho.